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Bancada do Paraná vota contra Dilma

Fernando Klein

| Edição de 18 de abril de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Não houve surpresa nos votos da bancada do Paraná na Câmara Federal. Dos 30 deputados do Estado, apenas quatro votaram contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Além de Enio Verri e Zeca Dirceu, ambos do PT, os parlamentares Assis do Couto (PDT) e Aliel Machado (Rede) também disseram “não” ao afastamento da petista do cargo.

Nos dez segundos disponíveis para declarar o voto no plenário, os deputados paranaenses que votaram contra Dilma fizeram discursos duros, criticando a corrupção no governo federal. A “República de Curitiba” foi mencionada em várias oportunidades, em referência ao juiz Sérgio Moro e à Operação Lava Jato, que teve a capital do Estado como principal palco.

Primeiro a votar na bancada do Paraná, Alex Canziani (PTB) votou “sim” pela “reconstrução do Brasil”. Já Alfredo Kaefer (PSL) afirmou que quer a saída de Dilma para tirar “essa oligarquia instalada no poder’ e por “um futuro melhor” para o país.

Um dos maiores críticos do PT e do governo federal, Fernando Francischini (SD) fez um discurso duro: “Como delegado da Polícia Federal, meu voto vai pelo fim da facção criminosa lulo-petista, pelo fim da pelegagem da CUT (Central Única dos Trabalhadores), voto sim. Viva a Lava Jato e a República de Curitiba”, discursou.

Diego Garcia (PHS) foi outro a citar a “República de Curitiba”, como foi chamada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a força-tarefa da Lava Jato na capital paranaenses. “Fui eleito por paranaenses que acreditam no resgate da moralidade da política terra da Lava Jato. Avante, Polícia Federal”, afirmou. Evandro Roman (PSD) lembrou que o Paraná foi prejudicado pelo governo federal antes de declarar seu voto a favor do impedimento de Dilma. “Estado tão maltratado pelo governo”, disse. Osmar Serraglio (PMDB) citou a corrupção na Petrobras. Paulo Martins (PSDB) disse que votava pelo “sim” pelo “fim do PT” no Brasil.

Os demais parlamentares que votaram a favor do impeachment seguiram a mesma linha, lembrando da corrupção no governo e mencionando a importância de retomar os rumos e a confiança da população.

Aliel Machado fez um discurso duro ao defender o seu voto, contrário ao impeachment. “Acredito que a única forma de termos legitimidade é uma nova eleição. Eu não posso aceitar nem Dilma, nem Temer, nem mesmo Eduardo Cunha, que é acusado de ser ladrão”, disse, em referência aos processos de Cunha no Supremo Tribunal Federal (STF).

Já Assis do Couto disse que votava “não” por “respeito à Constituição”. Já Enio Verri falou que a aprovação do impeachment de Dilma “é golpe”. Já Zeca Dirceu disse que votavam “não” em “homenagem aos jovens da década de 1960 que lutaram contra a ditadura".

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