Bancários da região realizam amanhã, às 9 horas, no platô da Praça Rui Barbosa, em Apucarana, assembleia geral para discutir os rumos da mobilização, quando devem decidir pela volta ou não ao trabalho. Até o fechamento desta edição, o comando nacional de greve discutia, em São Paulo, a proposta de aumento salarial de 10% e reajuste de 14% sobre os vales-refeição e alimentação, apresentada na sexta-feira pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Segundo o sindicalista Antõnio Pereira da Silva, de Apucarana, algumas questões da convenção coletiva ainda travavam um sinal verde para a volta ao trabalho, com divergências na questão do pagamento dos dias parados, participação nos lucros e resultados e contratações de novos funcionários, que também integram a pauta de reivindicações da categoria. Um posicionamento poderia sair ainda ontem para balizar as assembleias em todo o País, incluindo a de Apucarana.
Pereira da Silva afirma que os 10% de reajuste oferecidos pela Fenaban representam um avanço. “Não era o percentual que queríamos, mas, se for comparado com a proposta inicial da Fenaban de 5,5%, é um passo importante”, avalia. A categoria pedia inicialmente 16% de aumento. “Nós não aceitaríamos um reajuste abaixo da inflação, que ficou em 9,88%”, assinala o sindicalista de Apucarana.
A paralisação chegou ao 18º dia na última sexta-feira. Caso o comando de greve feche pelo fim da paralisação, as agências podem reabrir já amanhã.