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Bandidos assaltam e fazem reféns em Ortigueira

Adriana Savicki

| Edição de 07 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Mais uma instituição financeira foi alvo de assalto em Ortigueira. O roteiro seguido pelos bandidos é o mesmo de outros crimes já testemunhados pela população da cidade: quatro homens com armamento pesado – provavelmente fuzis – chegaram quase no horário de fechamento do Sicredi localizado na Avenida Paraná, uma das principais da cidade. Rapidamente, eles renderam vigilantes, formaram um cordão humano com clientes e funcionários e fugiram em alta velocidade levando reféns.

Imagem ilustrativa da imagem Bandidos assaltam e fazem reféns em Ortigueira

Segundo a Polícia Militar de Ortigueira, o assalto ocorreu por volta das 14h50. Vários tiros foram disparados, possivelmente para intimidar as forças policiais. Moradores e comerciantes vizinhos registraram cenas do assaltante com reféns em frente a agência. Com medo, o comércio fechou as portas.

A viatura da PM chegou ao local quando os bandidos já estavam em fuga com um refém amarrado no capô do carro, um Fiat Toro preto. Outros dois reféns foram levados dentro do carro que fugiu sentido bairro rural Caetê Velho. Os reféns foram liberados sem ferimentos em uma estrada rural e foram resgatados por moradores da localidade. “Moradores da região trouxeram os feridos de volta para cidade, todos estão bem”, afirma o sargento da PM Márcio Luiz Oliveira.

O Graer de Londrina foi acionado, reforços foram encaminhados ao município do batalhão da PM de Telêmaco Borba, mas até o fechamento desta edição nenhum suspeito havia sido localizado. Ontem a polícia ainda não tinha a confirmação se os bandidos tiveram acesso ao cofre, nem o valor levado. A suspeita é que o grupo tenha contado com apoio de outros bandidos em um segundo ou terceiro carro, uma vez que o Fiat Toro foi abandonado em uma estrada rural. O veículo seguiria ainda ontem para perícia.

Com pouco mais de 23 mil habitantes e extensa área rural, Ortigueira é uma das cidades mais visadas do Paraná pelas quadrilhas de assaltantes de banco. De dezembro para cá este é o terceiro assalto registrado na cidade. O último, em 30 de abril - quase no mesmo horário, também com uso de reféns -, teve como alvo a agência do Bradesco.

Além dos assaltos, em maio, as quadrilhas ainda explodiram a agência do Banco do Brasil na cidade. Em novembro do ano passado até retroescavadeiras foram usadas por bandidos para derrubar paredes e levar cofres de duas agências bancárias.

A ação recorrente dos criminosos motivou a operação Cangaço, realizada pela Secretaria de Segurança Pública entre janeiro e março deste ano levando a prisão 56 suspeitos de envolvimento em assaltos e explosões a agências de 20 municípios do Estado.