Os grãos produzidos pela família Favaro e Marcomini, no Sítio Santa Amália, localizado no distrito de Jacutinga, em Ivaiporã, estão entre os cinco melhores do Brasil. O café conquistou a colocação no 15º Concurso Nacional de Qualidade do Café, promovido pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), cujo resultado foi divulgado semana passada. O lote da família obteve o 5º lugar na classificação geral e o segundo na categoria microlote, de até duas sacas.
O café foi analisado por um júri técnico no laboratório do Sindicato das Indústrias de Café do Estado de São Paulo, composto por provadores e especialistas. Participaram do certame cafés de origens de quatro estados brasileiros: Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Cada estado produtor inscreveu um lote de café arábica, preparado por via seca (natural); um lote de café arábica preparado por via úmida (cereja descascado ou despolpado) e um microlote (em propriedade com 15 hectares de área total).
Em uma escala de 0 a 10 o microlote do Sítio Santa Amália recebeu nota 8,51. O cafeicultor Joel Marques de Oliveira, de Ibicoara (BA), vencedor do concurso nacional marcou 8,63 pontos.
Os produtores Marcio Rosa Fávaro e a esposa Silvana, e os sogros Walter Marcomini e Geralda comemoram mais este bom resultado do café produzido por eles. O lote que foi para o concurso foi considerado o melhor na edição do ano passado do Concurso Café Qualidade, do governo do Estado. “Estamos muito felizes por participar de um concurso nacional tão importante para o cafeicultor brasileiro. Tivemos uma boa pontuação em todas as etapas do concurso, e vamos continuar trabalhando para produzirmos um café melhor ainda”, disse Silvana.
Para Marcio Fávaro, além de estimular o cafeicultor na busca pela melhor qualidade do grão, o concurso valoriza o produto. Até o dia 25 de fevereiro, todos os lotes estarão sendo oferecidos em leilão. “Tendo como referência o café que ficou em quinto lugar no ano passado, nosso café deve ser vendido por volta dos R$ 1,5 mil. Hoje o mercado do café comum está em torno R$ 400 a saca. Até já está tendo mais procura dos compradores pelo nosso café”.
O secretário de Agricultura de Ivaiporã, Adir Salla, também comemora a conquista para o município, que reforça a importância do programa de renovação dos cafezais implantado pela Prefeitura. “Quando nós começamos a trabalhar com o café aqui no Jacutinga pensávamos numa reformulação do cafezal para produzir mais café e com mais qualidade. Essas premiações mostram que o trabalho da Prefeitura e da Emater vem dando certo”.
Outro fator importante para que a qualidade do café de Ivaiporã passasse a ser conhecida e divulgada no País foi o lançamento no ano passado do 1º Festival do Café do Jacutinga, organizado pela associação de produtores rurais com apoio da Prefeitura de Ivaiporã e Emater. Neste ano o festival acontece de 26 a 28