A caixinha de doações de Nossa Senhora Aparecida, que fica dentro da Catedral Nossa Senhora de Lourdes, virou alvo de ladrões nos últimos meses. De 21 de abril a 14 de junho foram três situações, em duas, o dinheiro do cofre depositado por fiéis foi levado. Na ação mais recente, que aconteceu anteontem, os ladrões se passaram por devotos, inclusive, em alguns momentos simularam que estavam rezando e fizeram genuflexão, gesto que significa respeito e adoração, diante do altar. Estima-se que o cofre continha cerca de R$ 60.
Depois de permanecerem no recinto por mais de uma hora, um dos ladrões saiu levando o cofre debaixo do casaco. As câmeras de monitoramento interno - instaladas após o primeiro furto - registraram todos os movimentos dos ladrões. (o vídeo editado pode ser acessado no www.tnonline.com). Eles entraram na Catedral, às 18h20. Um deles se aproximou diversas vezes da capela de Nossa Senhora Aparecida, onde estava posicionado o cofre de madeira de aproximadamente 40 centímetros. A capela é a mais visitada pelos fiéis.
As câmeras marcavam 19h06 quando o comparsa se ajoelha e simula estar em oração. Depois de alguns minutos, o “colega” pega uma haste que sustenta um banner e se aproxima da capela e, finalmente, sai com o cofre debaixo do braço. O ladrão usou o pedaço de ferro para forçar a retirada da caixinha da santa, que estava pregada por dois parafusos na parede.
Na quarta-feira passada, por volta do mesmo horário, o mesmo cofre foi arrombado. Na ocasião, o ladrão chegou a forçar a tampa, mas havia outra, que impediu o acesso ao dinheiro. A suspeita é que sejam os mesmos que agiram anteontem. Em 21 de abril, após escalar uma janela lateral, de quase 5 metros, um criminoso arrombou dois cofres que estavam na capela de Nossa Senhora Aparecida. “Nós estamos sendo assaltados com frequência nos últimos três meses. Além dos cofres, registramos o furto de um celular na secretaria”, conta o monsenhor Roberto Carrara, pároco da Catedral.
O religioso revela ainda que, no momento que o ladrão saía com o cofre, a secretária se dirigia até o local para retirar os donativos, e na capela ao lado acontecia o “Terço dos Homens”. Discretos e bem arrumados, os ladrões não chamaram a atenção. “Se fingem de cristãos, para roubar a própria igreja”, diz.
Como medida de segurança, além de reposicionar as câmeras, que foram instaladas depois do caso de abril, o monsenhor revela que vai substituir os cofres, por outros maiores e mais pesados, além de manter as luzes acesas até o fechamento da Catedral.
Apesar das investidas dos criminosos, o religioso garante que não vai mudar os horários da programação das atividades religiosas.