Se o calor incomoda até mesmo quem trabalha em ambiente fechado e conta com o auxílio constante do ar-condicionado ou do ventilador, pessoas que tiram seu sustento a céu aberto sofrem ainda mais. Nestas situações, vale tudo para reduzir os efeitos das altas temperaturas: jogar água na cabeça, utilizar toalha molhada no pescoço e aproveitar as sombras das árvores para fazer uma pausa. Ontem, os termômetros em Apucarana bateram recorde, atingindo a temperatura mais alta em quase 20 anos para um dia de janeiro.
Um dos setores que mais sofre com o calor é a construção civil. O pedreiro Fernando Favareto diz que tem sido difícil trabalhar nos últimos dias. “O calor está insuportável. O nosso trabalho já é pesado naturalmente. Mas parece que, com o calor, fica ainda mais complicado. A sensação é muito ruim”, diz.
Ele afirma que a água acaba tendo um papel central na busca por reduzir os efeitos do calor. “O jeito é beber água o dia inteiro. Mesmo assim, a boca fica seca constantemente. Também coloco uma toalha molhada em volta do pescoço para refrescar um pouco. Passo bastante protetor solar para não me queimar”.
Valdecir Ramos Scarpa também sofre os efeitos do sol forte. Ele trabalha na varrição e roçagem de terrenos em Apucarana. “Uso camisa de mangas compridas para me proteger melhor do sol. O calor aumenta, mas pelo menos não tomo sol direto na pele, o que pode ser perigoso. Em dias como estes, contamos com a boa vontade das pessoas, que sempre nos dão água para matar a sede”, aponta ele.
O chapéu de palha também é item fundamental. “Quando o calor é muito forte, eu dou uma parada e aproveito a sombra das árvores para descansar um pouco. A gente vai se virando como pode, buscando o máximo possível a sombra das árvores e dos prédios. Estamos torcendo para que o sol dê uma trégua logo”, diz.
CALOR
Ontem, Apucarana registrou a maior temperatura em um mês de janeiro desde 2000, quando o Serviço Meteorológico do Paraná (Simepar) iniciou as medições na estação meteorológica local. Os termômetros da cidade atingiram 34,9ºC perto das 14 horas.
Porém, a sensação térmica foi ainda maior, chegando a 37ºC. Houve pancadas fracas de chuva em alguns pontos da cidade perto das 17 horas, sem, contudo, reduzir significativamente a temperatura. De acordo com o órgão, uma forte massa de ar quente encontra-se estacionada sobre o Estado, elevando as temperaturas e impedindo a influência de frentes frias na região.
Para hoje, a previsão é de que os termômetros se mantenham em patamar semelhante ao registrado ontem. O tempo deve se manter parcialmente nublado, com pancadas de chuva ao longo do dia. Situação deve se manter ao menos até domingo (3), quando a expectativa é de chuvas mais constantes.