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​Calor castiga trabalhadores em Apucarana​

Renan Vallim

| Edição de 30 de janeiro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Se o calor incomoda até mesmo quem trabalha em ambiente fechado e conta com o auxílio constante do ar-condicionado ou do ventilador, pessoas que tiram seu sustento a céu aberto sofrem ainda mais. Nestas situações, vale tudo para reduzir os efeitos das altas temperaturas: jogar água na cabeça, utilizar toalha molhada no pescoço e aproveitar as sombras das árvores para fazer uma pausa. Ontem, os termômetros em Apucarana bateram recorde, atingindo a temperatura mais alta em quase 20 anos para um dia de janeiro.

Um dos setores que mais sofre com o calor é a construção civil. O pedreiro Fernando Favareto diz que tem sido difícil trabalhar nos últimos dias. “O calor está insuportável. O nosso trabalho já é pesado naturalmente. Mas parece que, com o calor, fica ainda mais complicado. A sensação é muito ruim”, diz. 
Ele afirma que a água acaba tendo um papel central na busca por reduzir os efeitos do calor. “O jeito é beber água o dia inteiro. Mesmo assim, a boca fica seca constantemente. Também coloco uma toalha molhada em volta do pescoço para refrescar um pouco. Passo bastante protetor solar para não me queimar”.

Imagem ilustrativa da imagem ​Calor castiga trabalhadores em Apucarana​

Valdecir Ramos Scarpa também sofre os efeitos do sol forte. Ele trabalha na varrição e roçagem de terrenos em Apucarana. “Uso camisa de mangas compridas para me proteger melhor do sol. O calor aumenta, mas pelo menos não tomo sol direto na pele, o que pode ser perigoso. Em dias como estes, contamos com a boa vontade das pessoas, que sempre nos dão água para matar a sede”, aponta ele.

O chapéu de palha também é item fundamental. “Quando o calor é muito forte, eu dou uma parada e aproveito a sombra das árvores para descansar um pouco. A gente vai se virando como pode, buscando o máximo possível a sombra das árvores e dos prédios. Estamos torcendo para que o sol dê uma trégua logo”, diz.
CALOR
Ontem, Apucarana registrou a maior temperatura em um mês de janeiro desde 2000, quando o Serviço Meteorológico do Paraná (Simepar) iniciou as medições na estação meteorológica local. Os termômetros da cidade atingiram 34,9ºC perto das 14 horas.
Porém, a sensação térmica foi ainda maior, chegando a 37ºC. Houve pancadas fracas de chuva em alguns pontos da cidade perto das 17 horas, sem, contudo, reduzir significativamente a temperatura. De acordo com o órgão, uma forte massa de ar quente encontra-se estacionada sobre o Estado, elevando as temperaturas e impedindo a influência de frentes frias na região.
Para hoje, a previsão é de que os termômetros se mantenham em patamar semelhante ao registrado ontem. O tempo deve se manter parcialmente nublado, com pancadas de chuva ao longo do dia. Situação deve se manter ao menos até domingo (3), quando a expectativa é de chuvas mais constantes.