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Calor das últimas semanas reduz produtividade das lavouras

Ivan Maldonado

| Edição de 24 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Se para os consumidores o preço das hortaliças anda vantajoso, para o produtor é motivo de preocupação. Além do preço em baixa, o clima está encarecendo o processo de produção. Com o temperaturas acima de 36º C, como as registradas nos últimos dias, é preciso aumentar a irrigação dos produtos, principalmente das hortaliças, que são mais sensíveis ao clima.

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De acordo com o agrônomo Randolfo Oliveira, do escritório regional de Ivaiporã do Departamento de Economia Rural (Deral), a queda nos preços das hortaliças é em razão do aumento da oferta no mercado atacadista.
“Como no ano passado o preço das hortaliças no país estavam bons houve aumento na produção fora da nossa região. Com isso, os varejistas conseguem preço melhor no Ceasa (Londrina) e forçam o produtor local a baixar os preços”, analisa Oliveira. No verão de 2016, a chuva excessiva de janeiro, destruiu boa parte das lavouras e elevou bastante os preços dos produtos.
O produtor Antônio Zeferino, que tem propriedade na localidade do Ouro Verde, faz parte do grupo que investiu na atividade e se arrependeu. “Já até pensei em parar. Nos últimos meses o preço caiu mais de 50%”, reclama.
Segundo ele, o produto com maior queda nos preços é o tomate. No ano passado, nessa mesma época do ano, a caixa do tomate era vendida a R$ 150. Atualmente os supermercados pagam R$ 20 pela caixa. “No ano passado o alface era R$ 3,00 hoje o consumidor final paga R$ 2,00. O repolho era quase R$ 5,00 hoje R$ 1,30 a cabeça. É menos que o custo de produção”, reclama Zeferino.
Além dos preços baixos, os produtores também enfrentam falta de chuva e excesso de calor, que afeta diretamente a produção. “Até agora só teve chuva pesada no final da tarde e poucas vezes. Não teve chuva que infiltra no solo e aumenta a água. Uma penca de tomate, por exemplo, em clima normal colhíamos de seis a 12 frutos estamos colhendo três”, relata o produtor.
Zeferino relata ainda que apesar dos preços em queda os custos continuam subindo. “Com esse calor estamos tendo muito mais gasto para irrigação. Também teve aumento nos preços da energia elétrica e no óleo diesel. Na verdade, estamos gastando muito mais para ter pouco lucro”, enfatiza Zeferino.