Caminhoneiros iniciaram na manhã de ontem, por volta das 8 horas, no km 295 da PRC-487, no trevo de Manoel Ribas, na região central do Estado, um protesto contra o aumento dos impostos sobre os combustíveis, determinado pelo presidente Michel Temer (PMDB). Eles bloquearam uma das pistas e impediram a passagem de veículos de carga, exceto cargas vivas e perecíveis. Na região também houve registro de protestos em Arapongas, na BR-369.
O protesto faz parte da greve nacional dos transportadores de cargas. Durante a manifestação, a rodovia ficou liberada para a passagem de carros e ônibus. O ato foi acompanhado pela Polícia Rodoviária Estatual (PRE).
De acordo com um dos manifestantes, o caminhoneiro Claudinei Cordeiro da Silva, além de protestar contra o encarecimento dos combustíveis, os caminhoneiros pedem a aprovação do projeto de lei que estabelece um preço mínimo para o frete e a aposentadoria diferenciada para caminhoneiros.
“Com o preço do diesel como está e o preço pago atualmente pelo frete não tem condições de trabalhar. Essa briga não é só do caminhoneiro, mas de toda a população. Nós brasileiros estamos pagando a corrupção no Brasil, por isso, pedimos o apoio de todas as categorias”, disse Silva. Os caminhoneiros liberaram o trânsito no final da tarde.
ARAPONGAS
Em Arapongas, a manifestação dos caminhoneiros foi deflagrada na noite de anteontem, na BR-369, em trecho próximo à praça de pedágio. Os manifestantes bloquearam o tráfego para caminhões e o trânsito ficou lento no local. O protesto foi encerrado no início da madrugada de ontem
No último dia 20, o governo anunciou um decreto aumentando a alíquota do PIS e Cofins sobre os combustíveis. A tributação sobre a gasolina subiu R$ 0,41 por litro; a do diesel, R$ 0,21; e a do etanol, R$ 0,20 por litro. No final da semana passada, o governo voltou atrás e reduziu em R$ 0,08 a alíquota do tributo incidente no etanol.