Um motorista ficou gravemente ferido em um capotamento registrado no início da noite de ontem na BR-369, no distrito de Aricanduva, em Arapongas. O acidente envolveu uma carreta-tanque carregada de etanol. Por conta do risco de explosão, o local foi isolado e o trânsito interrompido nos dois sentidos da rodovia por mais de uma hora, gerando quilômetros de congestionamento.
A carreta com placas de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), seguia sentido Arapongas-Apucarana e perdeu controle na entrada do distrito. Diversas testemunhas afirmam que o condutor freou bruscamente para evitar colisão com um veículo que saiu do posto de gasolina da localidade. Após perder o controle, a carreta caiu na canaleta que separa as duas pistas.
O motorista ficou cerca de 40 minutos preso nas ferragens. Houve dificuldade do resgate por conta do vazamento de combustível e o risco de explosão. Bombeiros de Apucarana, Arapongas e socorristas do Samu e Viapar foram acionados para isolamento da área e controle do local. Antes de retirar o motorista ferido, os bombeiros aplicaram isolantes e resfriaram o caminhão.
A vítima foi encaminhada em estado grave ao Hospital Norte do Paraná (Honpar), de Arapongas, com risco de morte. Até o fechamento desta edição, o motorista ainda estava em atendimento e não tinha sido oficialmente identificado.
A carreta tem capacidade para 30 mil a 40 mil litros. Além do risco de explosão, os bombeiros trabalhavam para evitar danos ambientais. Um caminhão-pipa de uma empresa próxima auxiliou na operação. “Como não sabemos quanto de combustível vazou e como há risco de contaminação de um manancial próximo, estamos aplicando água na tentativa de tentar minimizar esse impacto”, comenta.
Até as 21 horas de ontem, o trânsito ainda estava impedido nos dois sentidos da rodovia. O isolamento, de cerca de 300 metros, ainda estava sendo mantido por medida de segurança.
O acidente causou pelo menos 5 quilômetros de congestionamento no sentido Arapongas. Por conta do bloqueio, vários motoristas estavam voltando pela contramão apesar da presença da Polícia Rodoviária Federal (PRF).