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Casos de dengue chegam ‘mais cedo’ e geram alerta na região

Fernando Klein

| Edição de 13 de setembro de 2022 | Atualizado em 13 de setembro de 2022
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As confirmações dos primeiros casos de dengue chegaram mais cedo na região no período epidemiológico da doença que começou em 31 de julho e segue até agosto de 2023. Segundo o boletim divulgado nesta terça-feira (13) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), são 25 casos da doença na região, sendo 16 na área da 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana, e nove na 22ª RS, de Ivaiporã.

No período epidemiológico de 2021/2022, encerrado em 31 de julho deste ano, a região registrou os primeiros casos da doença apenas no primeiro trimestre de 2022. A 16ª RS, por exemplo, chegava a 13 casos apenas em 15 de fevereiro, enquanto a 22ª RS somava os cinco primeiros registros no boletim de 15 de março.

As duas regionais fecharam o último ciclo com 5.832 casos de dengue, sendo 4.737 na região de Apucarana e 1.095 na região de Ivaiporã. Foram também cinco óbitos, todos em Arapongas, pertencente à 16ª RS.

A antecipação dos casos gera preocupação. Segundo o chefe da 16ª RS de Apucarana, Marcos Costa, a situação deve reforçar o alerta, principalmente com o fim do inverno e chegada dos dias mais quentes, quando o clima é mais propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Dos 16 casos confirmados até agora, cinco foram registrados em Arapongas, cinco em São Pedro do Ivaí, quatro em Jandaia do Sul e dois em Bom Sucesso.

Ele observa que o quadro exige uma maior vigilância, principalmente da população, que precisa colaborar com a eliminação dos criadouros, evitando recipientes que possam aglomerar água e a limpeza dos quintais das residências. “Em breve começaram os dias mais quentes, o que aumenta a preocupação”, diz.

Na área da 22ª RS, os nove casos de dengue confirmados foram todos em Lidianópolis. Com 3.155 habitantes, o município está perto do quadro de epidemia, com taxa de transmissão de 285,26 por 100 mil habitantes. O quadro epidêmico ocorre quando esse índice ultrapassa 300 por 100 mil habitantes.

O secretário de Saúde de Lidianópolis, Luiz Carlos da Silva, mais conhecido como Casagrande, afirma que o município tem realizado uma série de ações para conter o avanço da doença, como “arrastões” de conscientização e aplicação de inseticida com o uso das chamadas “bombas costais”. 

PARANÁ

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou mais 123 casos de dengue no Estado no boletim semanal divulgado nesta terça-feira (13). São até agora 652 casos no ano epidemiológico, 6.319 notificações e uma morte, confirmada na semana passada. A vítima é uma mulher de 73 anos, de Maripá, na região oeste do Paraná. 

O boletim aponta ainda que 132 municípios têm casos confirmados de dengue. O Paraná encerrou o período epidemiológico de 2021/2022 com 257.842 notificações, 132.328 casos confirmados e 88 mortes causadas pela doença. (FERNANDO KLEIN)