Apucarana está com 78 casos confirmados de dengue e 147 suspeitas aguardando resultado de exames. O número, divulgado ontem pela Autarquia Municipal de Saúde (AMS), mais que triplicou em relação ao último balanço da doença no município, que era de 22 casos, há menos de um mês.
Conforme alerta o diretor presidente da AMS, Roberto kaneta, a situação de Apucarana preocupa. “Estamos próximo de Londrina, que já atingiu 959 casos da doença”, assinala.
Os esforços da saúde pública do município para combate o mosquito transmissor da doença resultaram no desencadeamento de uma força-tarefa envolvendo várias secretarias, incluindo, além da Saúde, a do Meio Ambiente e de Serviços Públicos. “Além do trabalho de visita as residências pelos agentes de endemias, várias ações foram reforçadas no último mês, como roçagem de terrenos vazios, recolhimento de entulhos, pneus e lixo reciclável”, informa o diretor presidente da AMS, Roberto Kaneta.
O prefeito Junior da Femac reitera seu apelo à população para reforçar os cuidados no combate a dengue, colaborando com a limpeza dos quintais, correta destinação do lixo e especialmente com denúncias relativas ao descarte irregular de móveis e entulhos.
“O trabalho deve ser conjunto para garantir o resultado esperado. A dengue deve ser combatida com a união do poder público e da população e quem ganha é a saúde de cada apucaranense. Não podemos descuidar quando o assunto é dengue”, enfatiza Júnior da Femac.
Dos 78 casos de dengue confirmados na cidade, 64 são autóctones (a doença foi adquirida no município) e 14 são importados. No entanto, ainda estão sendo aguardados resultados de exames de outros 147 casos suspeitos. “O bairro com maior incidência da doença é o Jardim Marissol, com 29 casos, seguido do Jardim Isabela, com 8 e Vila Regina, com 7 casos. Os demais estão espalhados em diferentes regiões. Em praticamente toda a cidade existe a ocorrência de casos de dengue”, informa o diretor da Divisão de Endemias da AMS, Mauro de Aguiar.
O trabalho dos agentes de endemias da AMS foi estendido para os finais de semana. O Jardim Marissol vem ganhando uma atenção especial, inclusive com um trabalho de limpeza de terrenos vazios.
O prefeito Junior da Femac reforça que, a cada ano, a luta contra o vetor fica cada vez mais árdua. “Se antes os ovos do mosquito precisavam de água limpa para se desenvolver, agora isso já acontece em qualquer tipo de água, seja suja com óleo ou até com tinta”, observa Junior da Femac.
AMBIENTES EXTERNOS
De acordo com dados da Divisão de Endemias, 38% dos focos da dengue são encontrados em ambientes externos, como lixo, sucatas, pneus, entulhos e ferro velho. Outros 30% são registrados nos quintais e dentro das próprias residências, como em vasos, garrafas e recipientes utilizados na alimentação de cães e gatos.
Paraná tem 35 municípios em situação de epidemia
Mais cinco municípios entraram na lista dos que estão em epidemia de dengue no estado. Ao todo, já são 35 nesta situação no Paraná, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde.
Em uma semana, 1.386 casos foram registrados elevando para 8.158 o número de pacientes infectados pela dengue no Paraná.
Na região, dois municípios estão em estado de epidemia: Arapuã e São Pedro do Ivaí. Dos dezessete municípios da área de atuação da 16ª Regional de Saúde, 12 registram casos, totalizando 143 confirmações.
“Toda a população deve estar envolvida no combate à dengue. O Paraná precisa da ajuda de todos para acabar com os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença”, alerta o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto. Ele ressalta que 80% dos focos de mosquitos se formam nos quintais e dentro das residências, principalmente nos recipientes que acumulam água parada. “Temos que eliminar os focos para o controle da dengue, para nosso bem-estar e de nossa família”, afirma Beto Preto.
A Secretaria da Saúde segue com várias frentes de combate à dengue, promovendo ações preventivas por meio do Setor de Doenças Transmitidas por Vetores.