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Central de processamento de hortaliças vai beneficiar cooperativa no Vale do Ivaí

Ivan Maldonado

| Edição de 24 de janeiro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Construtora Consvale iniciou nesta semana, em Jardim Alegre, a ampliação e reforma de um antigo barracão da Prefeitura que vai abrigar uma central de processamento de mínimo de frutas e hortaliças, da Cooperativa de Comercialização Camponesa do Vale do Ivaí (Cocavi). A ação é parte de um programa de incentivo à geração de renda na agricultura familiar.
O barracão fica na Rua Londres e os investimentos para reforma do prédio e aquisição de veículos e equipamentos necessários para o processamento dos produtos são de pouco mais de R$ 404 mil. No local, os produtos colhidos pelos cooperados serão higienizados, cortados, embalados e rotulados para venda direta ao consumidor final.
Os recursos foram obtidos através do Programa de Desenvolvimento Econômico e Territorial (PRÓ-RURAL), do Governo do Estado do Paraná em convênio com o Banco Mundial. A Prefeitura é parceira do projeto e cedeu o barracão. A Cocavi tem atualmente 269 associados, agricultores familiares de Jardim Alegre, Godoy Moreira e Lunardelli. 
O prefeito de Jardim Alegre, José Roberto Furlan visitou ontem as obras que foram iniciadas nesta semana. Para ele, as perspectivas são promissoras para o aumento da comercialização. “De forma geral nos pequenos municípios, o produtor têm dificuldade para comercializar seus produtos. A central de processamentos dará uma ótima oportunidade para o produtor de Jardim Alegre como também dos municípios vizinhos comercializarem seus produtos com preços melhores”, comenta. 
Segundo Lilian Garcia Faria, da área administrativa da Cocavi, o projeto de processamento mínimo de alimentos, tem como maior objetivo construir um canal de comercialização que seja rentável ao agricultor familiar e que possa agregar renda à produção rural. “Vamos conseguir ampliar nossa oferta para a merenda escolar e ampliar também nossa oferta a mercados varejistas e supermercados da região”. 
O engenheiro agrônomo José Idílio Machado, da Emater diz que o processamento mínimo de frutas e hortaliças é um nicho de mercado em crescimento. “É um produto com maior valor agregado quando comparado às frutas e hortaliças compradas in natura. O processamento mínimo está ganhando cada vez mais espaço, ganhando mercados tanto entre donas de casa quando para restaurantes e outras empresas que servem alimentos”, comenta.