Símbolo da colônia japonesa, as cerejeiras embelezam Apucarana a cada inverno. No entanto, as sakuras, como são chamadas as flores da cerejeira na língua nipônica, são exigentes na hora de mostrar todo o seu esplendor. As flores precisam de dias consecutivos de frio intenso para alcançar uma florada “cheia”.
Com o inverno de temperaturas amenas neste ano, as cerejeiras adiaram seu espetáculo em Apucarana e “pintaram” de rosa a cidade mais efetivamente nos últimos dias.
Membro do departamento de paisagismo da Associação Cultural e Esportiva de Apucarana (Acea), Jorge Nishikawa explica que as cerejeiras precisam de frio intenso para desabrochar. “Essa alternação de frio e calor não é favorável. Não há uma floração uniforme, com a ‘explosão’ das flores”, comenta. Segundo ele, neste ano, Apucarana registrou três floradas. A mais recente ocorreu na última semana. “Foram floradas à prestação”, comenta Nishikawa. Ele lembra que o espetáculo da cerejeira atingiu seu ápice em Apucarana em 2006 e 2014, dois anos que registram frio intenso no município.
HISTÓRICO
As primeiras mudas de cerejeiras foram trazidas a Apucarana por descendentes japoneses. O pioneiro Hatsuichi Kinoshita, que hoje dá nome ao Parque das Cerejeiras construído dentro da Acea, foi buscar as primeiras mudas em Campos do Jordão, na serra paulista. A árvore também dá nome à Festa da Cerejeira, que virou tradição em Apucarana e neste ano chegou a sua 23ª edição.
Hoje, as cerejeiras podem ser encontradas em toda cidade. Além das dezenas de árvores plantadas na Acea e no entorno do Lago Jaboti, as sakuras encantam apucaranenses e visitantes em vários pontos da cidade, da Praça Rui Barbosa, na área central, até a Avenida Itararé, no Jardim Ponta Grossa.
As cerejeiras têm múltiplos significados. Representam a beleza feminina, o amor, a felicidade e a renovação, mas também são sinais de prosperidade e fartura.