O excesso de chuvas no já começa a causar alguns impactos nas lavouras de soja no Vale do Ivaí. Na região da Seab de Ivaiporã, que tem como área de abrangência 22 municípios, os estragos estão sendo contabilizados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) que já fala na necessidade de replantio em algumas regiões. O prejuízo com o replantio já é estimado em R$ 8 milhões.
Conforme informações do Deral, o acumulado de chuva na região até anteontem era de 397 mm. Nos últimos dez anos a média registrada para o mês de novembro foi de 162 mm.
Segundo o engenheiro agrônomo Sergio Carlos Empinotti, do escritório regional do Deral de Ivaiporã, a falta de práticas conservacionistas no Vale do Ivaí se tornaram evidentes após as chuvas neste último mês. Do total de 291 mil ha. semeados na região com o grão pelo menos 2% deverá ser replantado. “Isso equivale a uma área de quase 6 mil hectares, que representam uma perda 350 mil sacas. Um total de R$ 24 milhões que os produtores deixarão de ganhar se não replantarem as áreas”, explica Empinotti.
De acordo com o agrônomo, a lavoura afetada é a que foi plantada no início de novembro. “A terra estava saturada com água e como consequência da erosão houve aterramento da semente e consequentemente a não germinação”. Para o replantio os produtores deverão ter um gasto extra de aproximadamente R$ 8 milhões.
Com relação às áreas cultivadas em outubro, o agrônomo diz que a chuva ainda não apresentou grandes problemas. “Entretanto, se o excesso de chuva continuar, poderá haver prejuízos”, analisa Empinotti.
O agrônomo destaca que os prejuízos estão relacionados com a falta de conservação do solo e aplicação de técnicas inadequadas para conter a erosão.
DER alerta para interdição de estradas
As equipes do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER) começaram na tarde de ontem a recuperar trechos de rodovias estaduais no Noroeste do Estado, que estão interditados ou parcialmente bloqueados por causa das fortes chuvas.
Ontem, diversos pontos de rodovias estão com pistas interditadas porque as águas arrastaram areia e terra. As estradas mais afetadas são a PR-323, PR-468 e PR-218, onde há interdições parciais ou circulação em apenas meia-pista.
Na PR-323, há duas crateras em dois trechos da rodovia, no km 262 e no trevo de Marabá, no km 245. Os problemas na pista estão atingindo os moradores da região de Tuneiras do Oeste, Tapejara, Cianorte e Cruzeiro do Oeste, que estão sendo obrigados a pegar desvios.
Na PR-468, o bloqueio é parcial no km 109, entre Umuarama e Mariluz. Houve queda de aterro e há terra e areia nas pistas. Já na PR-218, há dois bloqueios totais, por causa do rompimento de galeria e de um bueiro, afetando a ligação entre Paranavaí, Amaporã e Planaltina do Paraná.