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Chuvas derrubam qualidade do café em Apucarana e Ivaiporã

Renan Vallim

| Edição de 24 de agosto de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A qualidade da safra de café deste ano ficou abaixo do esperado no Vale do Ivaí. Na região de Ivaiporã, a situação foi mais grave, com apenas 35% da produção sendo apontada como de boa qualidade, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral). Em Apucarana, a queixa dos produtores foi a baixa produtividade do grão, fazendo com que os lucros diminuíssem. Chuvas na reta final da safra levaram ao resultado abaixo do esperado.

Imagem ilustrativa da imagem Chuvas derrubam qualidade do café em Apucarana e Ivaiporã

O café está praticamente todo colhido no estado. Na área do Núcleo Regional de Ivaiporã da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), 55% do café avaliado foi apontado como sendo de média qualidade. Outros 10% são de qualidade ruim. A área total plantada foi de 3.636 hectares.

O impacto negativo na qualidade do café foi causado sobretudo pelas chuvas que caíram no Vale do Ivaí nos últimos meses, principalmente em maio e junho. “Os municípios mais afetados foram Grandes Rios e Jardim Alegre, que são os que mais têm áreas de café plantadas. Além da qualidade, a quantidade também foi prejudicada”, estacou o técnico do Deral de Ivaiporã, Randolfo da Costa Oliveira.

João Marcos Rosa, comprador de café em uma cafeeira da cidade, afirma que as chuvas fizeram com que os frutos caíssem no chão. “Esse café é todo sem bebida pois, ao cair, ele acaba fermentando ou entrando em estágio de maturação muito rápido. O índice de qualidade, que era esperado para ficar de 8 a 10, caiu para 4 a 5”.

De acordo com ele, em média o produtor da região levou prejuízo em média de R$ 0,70 por quilo. “Um café bom hoje está custando R$ 6,70 o quilo. Já o café fraco, R$ 6. Só não teve prejuízo quem colheu antes das chuvas, menos de 5% da produção total”, relata. Em Ivaiporã, as torrefadoras estão tendo dificuldades de encontrar um bom produto para torrar, tendo que trazer de Minas Gerais e de São Paulo.

APUCARANA

Em Apucarana, a principal queixa dos produtores é com relação à produtividade. “Houve uma queda no volume de café colhido. Não chegou a causar prejuízo aos produtores, mas restringiu bastante a margem de lucro”, afirma o presidente da Cooperativa dos Cafeicultores e Agricultores do Pirapó (Coocapi), Osvaldo Bueno.

O chefe do Deral de Apucarana, Paulo Franzini, explica que este não foi um bom ano para o café. “As chuvas afetaram negativamente um resultado que já esperávamos que seria abaixo do ano passado. A cultura do café tem um ciclo que faz com que a produção seja boa em um ano e mais baixa no seguinte. Este é um ano de baixa e foi ainda mais prejudicado pela situação climática”, diz.

O plantio de café na região de Apucarana cobriu uma área de 3,2 mil hectares.