Funcionários da Costa Oeste, empresa terceirizada responsável pela coleta de lixo doméstico em Apucarana, paralisaram as atividades e se reuniram na frente da sede da empresa na manhã de segunda-feira. Eles protestavam pela retirada de um benefício que resultou na perde de R$ 450. O serviço só foi restabelecido após intervenção da prefeitura.
“Nós tínhamos um prêmio e mais um vale alimentação que no total dava a mais R$900 em nosso salário e eles retiraram R$450 desse valor. Como vamos trabalhar o mesmo tanto e ganhar menos. Queremos nosso cartão alimentação”, disse Ailson Gabriel Barbosa Tavares, de 25 anos, coletor da empresa há quatro anos.
Joana Paula de Souza, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (Siemaco) acompanhou o protesto. “São dois vales alimentação, um que era uma premiação que conseguimos através de um acordo em 2016. Desde então a empresa estava cumprindo esse acordo aí, da noite para o dia, deixaram de pagar? O corte já foi feito em outubro e desde o dia 15 estamos tentando negociar “, explica Joana.
Procurada, a empresa não falou sobre o assunto. Mas o impasse foi resolvido após uma reunião realizada durante a tarde entre representantes da Costa Oeste, trabalhadores e Prefeitura de Apucarana e com a promessa que o contrato será repactuado para garantir o pagamento do benefício destinado aos quase 50 coletores e motoristas.
Segundo o superintendente do Setor de Licitações da Prefeitura, Alexandre Possebom, o aditivo que os trabalhadores exigem não havia sido previsto na planilha de custos do novo contrato de licitação do serviço, formalizado em maio e que entrou em vigência no segundo semestre. “Quarta-feira eles vão estar apresentando a documentação e nós vamos analisar para fazer essa repactuação, até porque a lei 8666/93 prevê essas alterações contratuais. Se é um benefício previsto em convenção coletiva temos que ajustar”, comenta.