Com área de plantio menor, o trigo promete bom desempenho neste ano na região. Conforme o levantamento divulgado nesta semana pelo Departamento de Economia Rural (Deral), do escritório regional de Ivaiporã da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), as condições até agora foram adequadas ao desenvolvimento da cultura. O clima tem favorecido a pouca presença de doenças fúngicas nessa fase de frutificação da planta que neste ano tem área plantada nos 22 municípios da regional 132 mil hectares. Da área total, 80% se encontra em fase de frutificação e 20% em fase de desenvolvimento.
“Ocorreram algumas geadas esporádicas que não afetaram significativamente a produção. A performance geral da planta é satisfatória, a expectativa é que o produtor colha a média da região de 3,1 mil quilos por hectare. Houve um princípio de doenças foliares, porém os produtores conseguiram controlar com a pulverização”, destaca o agrônomo Randolfo Oliveira.
Mesmo com área 6% menor que a safra 2014/2015, quando foram semeadas na área de regional 137 mil ha. a expectativa do Deral neste ano, com condições normais de clima até agora, é que a colheita seja melhor. Para a safra 2015/2016 a produção pode fechar em 420 mil toneladas. No ano passado, o rendimento médio foi 2,2 mil quilos por ha. e a safra fechou em 306,4 mil toneladas.
O agrônomo relembra, que na safra anterior os produtores de trigo foram prejudicados pelo excesso de chuva no mês de julho, quando choveu 498 mm. As precipitações também estiveram presentes durante a colheita. “O que resultou em grãos com menor rendimento e pior qualidade”, explica Oliveira.
Outra preocupação dos produtores de trigo é com relação à comercialização do produto. Ontem a saca de 60 quilos do cereal estava cotada a R$ 45,50 - considerado pelos produtores um bom preço. Em 2015, nesta mesma época, o trigo era cotado a R$ 35,50. Porém, as expectativas de boa safra em todo o país podem reduzir o ritmo de alta das cotações. “Os estoques mundiais elevados reforçam a possibilidade de enfraquecimento dos preços”, destaca Oliveira.