Três casos de dengue foram confirmados em Ivaiporã, de acordo com informe de ontem da 22ª Regional de Saúde (RS). Segundo a Secretária Municipal de Saúde todos os são autóctones – ou seja, a doença foi contraída dentro do próprio município, o que fez as autoridades de saúde emitirem um alerta contra o mosquito. A alta infestação, hoje em 3%, também é preocupante.
Na região, a 22ª RS ainda investiga outras possíveis outros nove casos suspeitos em Ivaiporã. Em Jardim Alegre há quatro suspeitas, em Lunardelli duas e um caso em Rio Branco do Ivaí.
João Felipe Marques, diretor municipal de saúde de Ivaiporã diz que a situação é preocupante. Segundo ele, historicamente no município, os casos de dengue começam a ser registrados a partir de fevereiro. “Na última semana de dezembro já tínhamos casos importados e, em janeiro, nessas três primeiras semanas, temos três casos positivos autóctones”, relata Marques.
Outra preocupação da Secretaria de Saúde é relatório da presença do mosquito transmissor da dengue, em Ivaiporã, o índice de infestação predial é 3%. Marques explica que de a 0 a 1% o índice é considerado pelo Ministério da Saúde com baixo risco de epidemia, de 1% a 4% o risco é médio, acima de 4% o risco é gravíssimo. “Essa condição se deve ao clima e a adaptação do ‘Aedes aegypt’ em qualquer tipo de reservatório. Hoje, o mosquito não precisa mais de água limpa para reprodução. Ele se reproduz em água suja e qualquer local”, explica Marques.
Após as confirmações, a prefeitura iniciou o bloqueio epidemiológico nas redondezas onde os pacientes residem. A estratégia para combater esses focos é fazer o ‘fumacê’ a cada duas semanas. “Mas, a maior estratégia de combate ao mosquito tem que ser a corresponsabilidade”, diz Marques. Segundo eles, o mosquito pode se desenvolver do ovo para fase adulta num período de 5 a 10 dias. “Por isso é importante que todos em um curto período, realizem uma varredura completa em suas casas e quintais”, completa Marques.
O morador deve observar se a caixa d´água está vedada, se as telhas e calhas não possuem locais para acúmulo de água. Outro cuidado importante são com as garrafas e baldes, além de cuidar para que vasos de plantas não aglomerem água.
No ano passado nos municípios que compõem a 22ª Regional de Saúde foram confirmados 319 casos de dengue. Três municípios foram considerados endêmicos, Cruzmaltina com 118 casos, Ivaiporã registrou 109 casos, em Jardim Alegre foram 59 casos da doença.
Apucarana inicia levantamento de focos
Agentes de endemias da Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana iniciaram anteontem, na área urbana, o Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (Lira). As equipes estão atuando em cinco regiões da cidade, com o objetivo de identificar os criadouros predominantes e a situação de infestação do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya. Depois de vários dias de chuvas intensas, a maior preocupação dos agentes é com os terrenos baldios, utilizado para descarte de lixo, pneus e entulhos, facilitando assim o acumulo de água.
No primeiro dia de visitas, os agentes de endemias têm constatado que nos terrenos baldios há maior acúmulo de entulhos e materiais descartados irregularmente. Já nas residências a situação é menos preocupante, mas requer atenção dos responsáveis pelo levantamento. “Os agentes estão em campo para um levantamento rápido da infestação do mosquito, para que sejam tomadas as medidas necessárias ao combate do transmissor das doenças”, explica Agnaldo Aparecido Ribeiro, diretor do Departamento de Vigilância em Saúde.