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Com reajustes, gasolina chega aos R$ 5 por litro em Apucarana

DA REDAÇÃO

| Edição de 02 de fevereiro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O ano nem bem começou e a gasolina no Brasil já acumula alta de 12,6% em 2021. Em janeiro foram dois aumentos seguidos, o primeiro de 7,6%, que aconteceu na primeira quinzena do mês e logo depois, a Petrobras anunciou nova alta de 5% nas refinarias, no dia 27 de janeiro. As altas recentes estão assuntando os consumidores em Apucarana. Até ontem, os preços variavam entre R$ 4,79 e R$ 5,09 por litro na bomba, uma média de R$ 4,94.

Este valor, pesquisado junto ao aplicativo Menor Preço, representa um acréscimo médio de 14%, em relação ao último aumento do combustível, em novembro de 2020, quando o litro era vendido em média por R$ 4,32 na cidade.
Em Arapongas, os preços do litro da gasolina comum ontem variavam entre R$ 4,75 e R$ 4,99. 
Nos postos de combustíveis, o consumidor está pagando em média, R$ 0,62 centavos mais caro por litro da gasolina, diferença que já está sendo sentida no bolso. “De 10 dias para cá, subiu 40 centavos o litro, isso prejudica nosso orçamento porque uso bastante o carro. Não acredito que tenha justificativa para tanto aumento”, disse a administradora Sonia Maria Roldão, de Apucarana.
“Sentimos esse aumento no bolso. É um absurdo porque o salário não acompanha todos os aumentos que estão acontecendo. Assim fica difícil para o consumidor”, considerou a dona de casa Silvana Fátima da Costa.
“Eu viajo toda semana para trabalhar e senti demais no bolso esse aumento. Com isso, vou precisar repassar aumento nos preços das minhas mercadorias também”, afirmou o vendedor Clóvis Pedroso.
De acordo com empresários do setor, as perspectivas de preço para o consumidor não são das melhores. Rodrigo Ducati, proprietário de um posto de combustíveis em Apucarana, acredita a população deve enfrentar novas altas. “A expectativa para os próximos meses é de alta, já que a Petrobras aparentemente segurou os preços em 2020. Isso acontece por conta do aumento do barril de petróleo no mercado internacional. Quanto a reação consumidor, sempre interfere quando existe a alta, mas acreditamos na recuperação do país, na volta as aulas, e em uma retomada da economia, e com isso, o mercado não vai sentir tanto os impactos da alta”, considerou o empresário.
Carmen Lucia Izquierdo Martins, também administradora de postos de combustíveis, acredita que a base de cálculos dos impostos, aliada ao alto preço do dólar, tem levado o preço dos combustíveis às alturas. “Houve correção este ano da base da cobrança do PIS, COFINS E ICMS, o que acabou ajudando no aumento dos preços no Paraná, além disso, a alta do dólar também influencia no preço, que tende a aumentar um pouco mais ainda. Os postos já estão trabalhando com margem de lucros reduzida, repassando ao consumidor a cada 2 ou 3 reajustes, para não perder os clientes, mas o consumidor reclama bastante do preço, porque isso aumenta o custo de tudo”, explicou Carmem.
Ele fala ainda sobre a expectativa de uma possível greve dos caminhoneiros na região. “Já estamos nos preparando para que isso aconteça, assim como outros empresários da cidade também, estocando combustível, para que, caso a greve aconteça, a gente não esteja desabastecido”, informou a empresária.