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Combustíveis e energia pesam na inflação

Da redação

| Edição de 10 de agosto de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Após ter registrado deflação em junho, a inflação no país voltou a subir em julho, divulgou o IBGE ontem.
O IPCA, índice oficial de inflação do país, teve alta de 0,24% em julho. Os vilões do mês foram justamente os que deram alívio no mês passado. Combustíveis e energia elétrica, que tiveram quedas em junho, voltaram a subir no mês seguinte.
No acumulado de 12 meses encerrados em julho, o índice ficou em 2,71%, mais alto que a previsão dos analistas, de 2,66%.
É a primeira vez em dez anos que o índice em 12 meses fica abaixo de 3%, o piso da meta do governo federal. Essa meta passou a ser adotada em junho de 1999.
Atualmente, a meta de inflação do governo é de 4,5%, com variação de até 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A inflação ficou abaixo do centro da meta nas 13 capitais pesquisadas pelo IBGE.
Antes disso, o índice em 12 meses já havia sido menor em dezembro de 1998 e janeiro 1999, quando atingiu 1,65%.
No acumulado dos sete meses do ano, a alta foi o 1,43%, a mais baixa para o período desde 1994, o início da série histórica medida pelo IBGE.
A alta dos combustíveis e a mudança da bandeira tarifária nas contas de luz reverteram a queda de junho e pressionaram o índice de preços em julho.