Os motoristas de Apucarana e região começaram o ano com alta nos combustíveis. Tanto a gasolina quanto o etanol subiram em média R$ 0,10 nessas duas primeiras semanas de 2016. De acordo com gerentes de postos de combustíveis, o principal causador desse aumento foi o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pelos governos estaduais.
O preço médio da gasolina comum nos postos de Apucarana e Arapongas, que nos primeiros dias do ano ficava entre R$ 3,63 e R$ 3,79, agora não é encontrada por menos de R$ 3,74, chegando a até R$ 3,89. Com o etanol, a tendência é praticamente a mesma. Custando entre R$ 2,54 e R$ 2,79 no início do ano, o litro do produto agora está entre R$ 2,74 e R$ 2,89. Nos postos pesquisados, o reajuste do diesel ainda não havia sido repassado ao consumidor.
“Alguns impostos subiram no final do ano passado e agora estão sendo repassados das distribuidoras para os postos e, consequentemente, para o consumidor final. Infelizmente não há nada que possamos fazer. E existe a possibilidade do combustível subir ainda mais nos próximos dias”, afirma o gerente de um posto de Apucarana, Maurício Rodrigues.
Apesar do preço do petróleo estar baixando no mercado internacional, no Brasil os valores subiram sobretudo porque, em dezembro de 2015, o Ministério da Fazenda estabeleceu o aumento do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) para os combustíveis. Isso fez com que os governos da maioria dos estados brasileiros reajustassem o ICMS da gasolina comum, da gasolina premium, do diesel e do etanol. Esse aumento vigora desde o dia 1º de janeiro.
Orestes Bobeki, também gerente de um posto na cidade, explica que outros fatores também influenciam no preço. “É uma soma de vários fatores, como a oscilação do estoque regulador, a crise na BR Distribuidora, que está envolvida na Operação Lava Jato, entre outros”.
Pego de surpresa pelo aumento, o vendedor Rubens Pereira afirma que o consumidor está cansado de pagar tanto. “Está muito complicado para nós. Direto tem reajuste na gasolina. Eu viajo bastante por conta do meu trabalho e, por isso, acabo sendo muito prejudicado por isso”, afirma.
O auditor Luís Lovato afirma que também precisa utilizar muito o veículo para trabalhar e o aumento do combustível impacta bastante no bolso. “Uso cerca de dois tanques inteiros por semana e venho notando que a porção do salário destinado ao combustível vem aumentando cada vez mais. Qualquer aumento, mesmo que mínimo, pesa muito no bolso”.