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Comerciantes denunciam insegurança no Terminal Urbano de Apucarana

Vanuza Borges

| Edição de 29 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O Terminal Urbano de Apucarana passa há anos por uma série de problemas, que são considerados crônicos na região, como tráfico de drogas, prostituição, furto, roubo e até venda de produtos furtados. Anteontem, por exemplo, um jovem foi preso em flagrante com 12 pedras de crack na região. Inclusive, ele confessou à polícia que já havia vendido duas porções minutos antes no local. Na semana passada, duas prostitutas, que trabalham nas imediações, foram acusadas de roubar R$ 10 mil de um cliente. No início do mês passado, um homem foi preso vendendo joias e bijuterias roubadas no local.

Imagem ilustrativa da imagem Comerciantes denunciam insegurança no Terminal Urbano de Apucarana

As situações expõem um cenário de insegurança, que envolve usuários do transporte coletivo, pedestres, lojistas e feirantes. Um dos setores prejudicados é a Feira do Produtor Rural, que acontece há 23 anos, às quartas-feiras e sábados, no local e reúne cerca de 80 feirantes. Nos dois dias de feira passam cerca de 10 mil pessoas. O presidente dos feirantes, Zacarias Baganha, reclama que esses problemas afastam o público. No último sábado, quando os feirantes chegaram, por volta das 6 horas, flagraram um casal fazendo programa dentro do banheiro. “Nunca tinha acontecido em horário da feira”, afirma.

Outro problema relatado por ele é a presença constante de mendigos e andarilhos. “Acabam incomodando os clientes e, geralmente, como estão bêbados geram problemas”, diz. Além disso, Baganha observa que vendedores ambulantes, que não estão cadastrados na Prefeitura, estão vendendo produtos do lado de fora do Terminal Urbano. “Sábado passado parou uma Kombi cheia de pão e a pessoa começou a vender. É errado, porque as mulheres produzem o pão durante a semana para trazer na feira”, argumenta.

Já para o presidente da Associação de Lojistas do Terminal Urbano, Benedito Francisco da Fonseca, o Benê, os problemas acontecem há décadas. “Estou aqui há 30 anos e sempre teve problemas, mas de um ano para cá os casos de furtos e roubos aumentaram”, avalia.

Para um lojista, que está há 20 anos no local, e pede para não ser identificado, os problemas maiores acontecem do lado de fora do Terminal Urbano. “Aqui dentro é muito tranquilo. Um lojista ajuda a cuidar do comércio do outro e a Guarda Municipal sempre faz rondas por aqui, mas a vizinhança é complicada”, diz.

SEGURANÇA

Para aumentar a sensação de segurança no interior do Terminal Urbano, os lojistas e feirantes cogitam fazer uma “vaquinha” para pagar um guarda permanente. Até dois meses atrás, a Prefeitura disponibilizava um guarda exclusivamente para o local no período da noite. Os feirantes e lojistas reivindicam maior presença da Guarda Municipal e também da Polícia Militar, para inibir a criminalidade nas imediações.

De acordo com o comandante da Guarda Municipal, de Apucarana, Edinei Francisco da Silva, na última semana recebeu um ofício, da Secretaria de Agricultura, e, desde a última quarta-feira está disponibilizando dois guardas, das 7h às 12 horas, que é o período de maior movimento da feira.

Prefeitura estuda revitalização

Para o Terminal Urbano, a Prefeitura de Apucarana, segundo o diretor da Secretaria de Indústria e Comércio, Joaquim Rosina, está em estudo um projeto de revitalização. Sem data definida, a iniciativa prevê a reforma da estrutura, com substituição da pintura, fiação elétrica e reparos. Numa segunda fase, a expectativa é transformar o espaço interno, onde hoje é realizada a Feira do Produtor Rural e também abriga diversas lojas, em mercado municipal.

Já quanto à segurança, Rosina explica que o guardo noturno, diante dos inúmeros casos de arrombamentos em escolas municipais e postos de saúde, foi deslocado para esses prédios. “Entretanto, a Guarda Municipal passou a fazer rondas com mais frequência”, afirma.

A Polícia Militar, por sua vez, afirma que faz diariamente patrulhamento pela região e pede que a população denuncie as situações suspeitas, via 190 ou 0800-6431161. A denúncia pode ser anônima.