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Companhias apontam entraves para desenvolvimento da aviação regional

Folhapress

| Edição de 09 de outubro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Burocracia, deficiências na infraestrutura dos aeroportos e questões econômicas como guerra fiscal e impostos - que afetam o preço do combustível- são apenas alguns problemas que a aviação regional enfrenta, afirmam representantes de empresas áreas. Segundo a diretora de Relações Institucionais da Azul, Patrizia Xavier, para desenvolver uma rota, é preciso submeter aeroportos locais aos requisitos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que são as mesmas da aviação internacional e não foram adaptados às realidades regionais.

Entre as dificuldades enfrentadas pelo setor, Patrizia citou as normas referentes à resistência da pista de pouso dos aeródromos e a exigência de caminhões de bombeiros, com máquinas caras, em localidades que nem têm a corporação. Só a manutenção desses servidores consumiria grande parte do orçamento da prefeitura, disse a diretora da Azul.Patrizia afirmou que o descredenciamento de aeroportos por falhas nas exigências afeta toda a construção da malha aérea. Apesar desse cenário, ela disse acreditar que a situação seja contornada. "Existem regras que podem ser adaptadas ao mercado brasileiro, mas ainda garantindo segurança", afirmou.

O assunto foi discutido nesta semana na Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado, que analisa o relatório do senador Wellington Fagundes (PR-MT) sobre o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional.