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Compras online são 3º no ranking do Procon

Renan Vallim

| Edição de 13 de novembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Problemas com compras online são responsáveis por 14% das reclamações nos últimos seis anos em Apucarana. Os dados são do Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon) da cidade, que levantou os casos entre 2013 e 2018. Com a proximidade da ‘Black Friday’, atenção precisa ser redobrada por parte dos consumidores, de acordo com o órgão.

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De 2013 até ontem, foram protocolados no Procon de Apucarana 4.165 reclamações de consumidores. Destas, 580 foram contra sites ou serviços via internet, o que equivale a 14% do total. Neste ano, a média tem se mantido, com ligeira alta: foram 554 reclamações até agora em 2018, sendo 81 de serviços online, ou 14,6% do total.
Entre os anos já encerrados no período em questão, o menor número de reclamações contra o chamado ‘e-commerce’ aconteceu em 2013: foram 90, ou 10,7% do total de 828 queixas. O maior índice foi em 2016, com 17,2%, ou 96 das 557 reclamações totais. O maior número absoluto de reclamações foi em 2014, com 106 queixas contra aquisições via internet, de um total de 710 reclamações no geral, índice que ficou em 14,9%. O ‘e-commerce’ é a terceira maior causa de reclamações, atrás apenas do setor de telefonia e do bancário/financeiro.
O diretor do Procon local, José Carlos Balan, destaca que, apesar da tendëncia de crescimento do comércio online ao longo dos anos, as reclamações se mantiveram dentro de uma média que praticamente não se alterou. “Junto à popularização do comércio eletrônico, veio também um crescimento na orientação aos consumidores. Dicas de cuidados nas compras online também ficaram cada vez mais comuns, fazendo com que o volume de queixas se mantivesse praticamente o mesmo durante os anos”, comenta.
Um decreto presidencial assinado em 2014, que regulamentou o ‘e-commerce’ no país, também contribuiu para esta situação. Segundo Balan, tanto lojas quanto consumidores estão mais atentos. “O decreto exige que o site apresente, em local visível, o CNPJ, endereço físico, razão social e formas de contato, como telefone e e-mail. Os sites, para não perderem clientes, têm seguido estas orientações, zelando pelo consumidor. Já os clientes têm pesquisado a confiabilidade dos sites e buscando aqueles que têm boa reputação on-line”, aponta.
Ele lembra ainda que, com a ‘Black Friday’ se aproximando, é preciso estar ainda mais atento. “Se possível, o consumidor precisa pesquisar os preços com antecipação, para verificar, no dia da ‘Black Friday’, se há realmente desconto. Existem lojas que aumentam o preço dos produtos dias antes, para então baixar no dia da ‘Black Friday’ nos patamares anteriores, dando uma falsa impressão de desconto”.