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Conseg quer assumir reforma da cadeia de Ivaiporã

Ivan Maldonado

| Edição de 27 de outubro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Após três fugas no ano e pelo menos dois princípios de rebeliões na Cadeia Pública de Ivaiporã, o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) quer assumir a reforma da unidade. A entidade garantiu recursos junto a Prefeitura de Ivaiporã e da Câmara de Vereadores para a troca do piso da carceragem por concreto usinado, pinturas das paredes, melhorias da instalação elétrica e hidráulica. Uma comitiva de Ivaiporã vai para Curitiba apresentar o projeto junto ao governo do Estado.
Além de melhorar a segurança, a ideia é também humanizar o tratamento dos internos. As últimas três fugas ocorreram por tuneis que foram escavados a partir do piso do solário.
Com capacidade para 32 presos a carceragem abriga atualmente 140. Porém, para que as obras sejam iniciadas é necessária autorização da Secretaria de Segurança e a transferência imediata dos presos condenados.
Na manhã de ontem, uma comitiva do Conseg visitou o gabinete do prefeito Luiz Carlos Gil (PSDB) e o presidente da Câmara de Vereadores Nando Dorta (PHS) em busca de recursos. “Estamos muito agradecido pelo apoio que nos foi garantido para a reforma da cadeia. Agora para as próximas semanas, essa mesma comitiva vai até Curitiba, em busca de solução para a transferência dos presos condenados para que as obras sejam iniciadas”, comenta Burato.
A cadeia de Ivaiporã, atualmente tem 10 celas, porém com o excesso de presos e depois de duas rebeliões, as portas das grades e solários foram arrancadas e não há mais divisão de alas. “Com a transferências dos presos condenados teremos maior espaço. Será então possível recolocar algumas portas dividindo as alas. Enquanto os serviços estiverem sendo executados em uma ala, os internos ficarão em outra”, explica Burato.
O prefeito Carlos Gil garantiu apoio na reforma da Cadeia de Ivaiporã. Para ele, o combate à violência não é só da polícia ou de apenas uma secretaria, mas de todos. “O gestor de uma cidade precisa se preocupar com todas as necessidades do cidadão. Nesse ano, por exemplo, já tivemos três fugas com mais de 40 presos ganhando as ruas e o efeito disso, foi o aumento dos furtos e roubos na cidade”, comenta Carlos Gil.
O presidente da Câmara de Vereadores Nando Dorta também vê como prioridade, a união dos órgãos públicos para a solução da carceragem. “Temos que nos mobilizar pela sociedade. Não podemos ficar apenas reféns do Estado. Já pedi para nosso contador rever as sobras do nosso orçamento e no que for possível colaborar, os vereadores farão questão em ajudar”, completa Nando Dorta. (IVAN MALDONADO)