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Conselho Tutelar realizou 6,5 mil atendimentos

Da Redação

| Edição de 07 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Com uma média diária de 30 a 40 atendimentos, o Conselho Tutelar de Apucarana apresentou ontem um balanço do trabalho realizado em 2016. Dos 6,5 mil casos em que se identificou ao longo do ano violações dos direitos da criança e adolescentes, 47% deles estão relacionados a problemas de convivência familiar.
“Foram 1.316 violações constatadas envolvendo discordância de guarda após a separação dos pais; violências física, verbal, psicológica e sexual; bem como pela presença de dependente de substância entorpecente na família. Também é grande a quantidade de adolescentes que fogem de casa”, relaciona o conselheiro André Reis Avelar.
De acordo com a conselheira Maria Estela Bossato, em qualquer atendimento se esgotam todos os recursos para não violar o direito à convivência familiar. No entanto, em 2016 foram registrados 17 acolhimentos institucionais, o qual é realizado apenas em caráter excepcional. Essa alternativa tem o objetivo de proteger a criança e o adolescente que esteja em situação de risco e precisa se afastar do convívio familiar.
Dos 17 acolhimentos de 2016, 5 foram de adolescentes e 12 crianças. “Das 12 crianças acolhidas, 3 foram recém-nascidas, em que as mães não estavam aptas a exercer o poder familiar por adicção a drogas, ser moradora de rua e um caso espontâneo de entregar o filho para adoção ainda no hospital”, informa o conselheiro André.
Eleitos em 2016 para um mandato de quatro anos, os cinco novos conselheiros tutelares de Apucarana destacam a necessidade de mostrar a sociedade o trabalho realizado pelo órgão. “O número de atendimentos vai além do mostrado neste relatório, já que há muitos casos de abordagem de rua e mesmo aqueles em que somos solicitados e não se enquadram em nossas atribuições ou mesmo não configuram violação dos direitos da criança e do adolescente”, explica André Avelar.
Um lado positivo do relatório é a inexistência de reclamação de trabalho infantil na cidade. “Se houver algum caso neste sentido, ele não chegou até nós”, observa Avelar.