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Conta de luz vai ficar quase 7% mais cara com nova bandeira tarifária

DA REDAÇÃO

| Edição de 01 de setembro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O agravamento da crise hídrica culminou na criação de um novo patamar de bandeira tarifária  que vai subir as contas de energia elétrica em quase 7%. Conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a bandeira ‘escassez hídrica’ tem taxa de R$ 14,20 por cada 100 kW/h consumidos, que será aplicada a partir de hoje na conta de luz dos brasileiros e  ficará em vigor até 30 de abril de 2022.

O novo valor representa um aumento de quase 50% (ou R$ 4,71) em relação a taxa da bandeira vermelha patamar 2 (de R$ 9,49 por 100 kWh), que estava sendo aplicada à conta de luz. No final de junho, o valor da bandeira vermelha patamar 2 já havia subido 52%. Para o consumidor residencial, a nova taxa provocará aumento de 6,78% na tarifa média, calcula o Ministério de Minas e Energia. Em nota, o ministério disse que os cidadãos de baixa renda que aderem à tarifa social não serão afetados pelas novas regras, sendo mantido o valor atual.
O economista Rogério Ribeiro, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana, explica que as taxas cobradas por meio das bandeiras tarifárias têm como objetivo forçar a redução do consumo. 
“Objetivo é tentar evitar um colapso no setor produtivo por falta de geração de energia. Mas mesmo assim os custos de produção aumentarão com aumento da bandeira e com o custo de acionamento das termoelétricas”, afirma.
As bandeiras tarifárias são adotadas para remunerar o uso de usinas termelétricas, que têm custo mais alto. E as termelétricas estão sendo utilizadas por causa da seca, que diminuiu o reservatório de hidrelétricas e prejudicou a geração de energia no país que vive a pior crise hídrica em 90 anos. Segundo Ribeiro, analistas da área energética indicam fortemente a possibilidade de apagões de energia porque os reservatórios estão muito baixos e as expectativas de chuvas são desanimadoras. 
“Na verdade, acredito que a população, de forma geral, já está se esforçando ao máximo para reduzir as despesas por conta da crise. É possível que tenha que tentar fazer um esforço maior, mas acredito que pouco ajudará”, lamenta o economista. 
Para quem tem possibilidade, o economista recomenda a instalação de placas de captação de energia solar para minimizar os custos com a energia elétrica. “Mas este seria um investimento pesado para retornar no médio prazo. Poucos tem estas condições”, considera.