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Corpo de Bombeiros registra mais de 300 incêndios florestais em 2016

Renan Vallim

| Edição de 30 de julho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A alta incidência de incêndios ambientais na zona urbana tem preocupado o Corpo de Bombeiros de Apucarana. Já foram 316 ocorrências em 2016. No entanto, 86 foram só neste mês de julho, que já se tornou o segundo mês com mais casos neste ano. Na média do ano, o 4º Subgrupamento de Bombeiros Independente (SGBI) de Apucarana atende três incêndios florestais a cada dois dias. Porém, em julho, essa média dobrou.

Imagem ilustrativa da imagem Corpo de Bombeiros registra mais  de 300 incêndios florestais em 2016

As 313 ocorrências em 2016 ficaram 47,6% acima do número registrado no mesmo período de 2015, quando 212 incêndios florestais foram registrados. Abril foi o mês com maior número de incêndios florestais na zona urbana combatidos pelo 4º SGBI em 2016, que abrange também as unidades de Jandaia do Sul e Mandaguari. Foram 97 ocorrências naquele mês, que foi marcado por poucas chuvas, altas temperaturas e baixa umidade do ar.

Julho tem chances de se tornar o mês com maior número de casos. Até anteontem, foram registrados 86 incêndios ambientais. Caso a média de três ocorrências se mantenha, o mês fechará com 95 casos. Porém, os casos se intensificaram nos últimos dias, o que pode contribuir para elevar a média final nos próximos dias. Só na última quarta-feira (27), foram sete casos.

O tenente do Corpo de Bombeiros de Apucarana, Luciano Alberto Camilo, afirma que as condições climáticas colaboram para que o índice aumente. “Sempre que temos tempo seco, com poucas chuvas, o número de incêndios florestais aumenta. É importante destacar que a imensa maioria deles tem origem proposital, ou seja, o fogo é ateado intencionalmente”.

Segundo ele, boa parte dos casos fica em zonas residenciais. “Geralmente são terrenos baldios. O fogo é utilizado sobretudo como uma maneira fácil de limpar o terreno, queimando o mato seco. Muitas pessoas também utilizam as queimadas como forma de se livrarem de lixo. É importante salientar que, em ambos os casos, as chamas podem se alastrar rapidamente e sem controle, podendo colocar em risco residências e pessoas”, destaca.

O tenente orienta para que as pessoas deixem de realizarem essa prática. “É importante não colocar fogo onde quer que seja, depositar o lixo em local adequado e fazer a limpeza adequada de terrenos. A fumaça causa diversos transtornos, principalmente para aqueles que já tem doenças respiratórias. Se estiver próxima a rodovias, a queimada pode causar acidentes, pois a fumaça limita a visão da pista. Em casos de incêndio, o Corpo de Bombeiros deverá ser chamado, através do telefone 193”.