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Cotação da soja dispara no início da colheita e pode amenizar prejuízos

DA REDAÇÃO

| Edição de 16 de fevereiro de 2022 | Atualizado em 17 de fevereiro de 2022

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O preço da saca de 60 kg de soja subiu 14% em apenas um mês na região de Apucarana. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), o valor médio recebido pelo produtor fechou em R$ 188 na última sexta-feira (11), superando a cotação de janeiro que fechou em R$ 165. A alta até anima os agricultores da região, pois ajudará a amenizar as perdas no campo causadas pela falta de chuvas, contudo o Deral afirma que os lucros não serão suficientes para cobrir prejuízos. 

O economista do Deral da regional da Seab de Apucarana, Paulo Franzini, reitera que a valorização, de certa forma, vai ajudar a amenizar as perdas, no entanto ainda é cedo para fazer cálculos, uma vez que a safra está começando. Segundo ele, são 126.350 hectares de área cultivada e apenas 3% de área colhida. A projeção média inicial de produção era estimada em 467 mil toneladas, mas com o clima desfavorecendo, os novos cálculos do Deral apontam produção de 384 mil toneladas, com perdas de quase 18%. 
“A colheita está começando, precisamos ver como os preços vão se comportar. Até porque, o lucro do produtor está sendo corroído com o aumento do custo de produção, principalmente pelo valor dos fertilizantes que são cotados em dólar. Temos um preço que anima os produtores, mas o custo de produção está alto”, observa Franzini. 
O economista comenta que além da estiagem, os preços foram influenciados pela atual conjuntura do mercado internacional. “O Brasil passa por um problema de produção devido ao clima e, além disso, essas questões comerciais entre os Estados Unidos, Rússia e China, todo esse cenário de guerras comerciais acabam afetando os preços praticados aqui”, ilustra.