Com 3% das lavouras prontas para colher, a safra de milho da regional da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab) de Ivaiporã, que tem 22 municípios do Vale do Ivaí e região central do estado, será iniciada em junho. Com os preços favoráveis para o produtor, houve aumento na área plantada na região, que passou de 35 mil ha. para quase 41 mil ha. Apesar da queda da produtividade - hoje estimada em torno de 150 a 180 sacas por alqueire contra as 230 sacas previstas anteriormente - , a cotação do produto, ontem em R$ 40,50 a saca, está animando os produtores.
Conforme informação do agrônomo Sergio Carlos Empinotti, do Departamento de Economia Rural (Deral), da área destinada à produção do grão, 40% se encontra em fase de frutificação e 57% em maturação.
A seca prolongada entre abril e maio prejudicou o desenvolvimento das lavouras e há estimativa de queda na produção. A projeção inicial de 4.672 quilos do grão por ha. foi baixada para 4.120 quilos. “Essa perda aconteceu porque parte significativa das lavouras estava em fase de floração. O plantio mais tardio foi o mais afetado e sentiu mais a estiagem”, explica Empinotti.
Apesar da perda na safra, o preço do milho, desta vez, bate recorde. Segundo Empinotti é o valor mais alto pago pela saca há 20 anos. “O melhor preço tinha sido em 2012, quando a saca atingiu pouco mais de R$ 26,00. No ano passado, no mesmo período o mercado comprava milho safrinha por R$ 18,00”, explica Empinotti.
Atraído pelo mercado, o produtor Pelopide João Silvestre, de Ivaiporã, plantou 5 alqueires de milho, na localidade de Água do Milagre. "Está espigando agora e devo colher no início de julho. O preço está bom, só que peguei uns dias de seca no plantio. Como a planta não se desenvolveu muito e houve uns dias de vento, boa parte da lavoura tombou e perdi um pouco de espiga. Mesmo assim, espero colher umas 160 sacas por alqueire", relata Silvestre.
A disparada no preço da saca do milho, no entanto influencia no valor de outros produtos, como a carne de frango, leite e porco. “Com isso os produtores sofrem com pressão nos custos. Efeito que deve chegar também aos preços cobrados nas prateleiras dos supermercados” destaca Empinotti.
PRODUÇÃO NO ESTADO
No Estado, a Seab também revisou a estimativa para a colheita de milho, de 12,398 milhões de toneladas projetadas no inicio do plantio para 12,134 milhões. A projeção de área plantada, que era de 2,207 milhões de hectares há um mês, foi revisada para 2,205 milhões de hectares. Também houve ajuste na previsão de produtividade, que diminuiu de 5.621 quilos por hectare para 5.504 quilos.
Ainda segundo o Deral, 33% das lavouras do estado se encontram em fase maturação, 54% em frutificação, 12% estão em floração e 1% em desenvolvimento vegetativo, 74% da cultura estão em boas condições de desenvolvimento. No início da semana a colheita alcançava no Paraná 1% da área plantada.