CIDADES

min de leitura - #

Cresce demanda por edifícios mais altos

Vanuza Borges

| Edição de 27 de março de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Mesmo com a crise, construções verticais se mantém como tendência no mercado imobiliário de Apucarana. Somente nos últimos dois anos foram liberados 21 alvarás de construção. Em 2014, foram 13. No ano seguinte, 2015, 8 liberações. A redução de 38%, no entanto, não significa redução de área construída. Ao contrário, no ano passado, o total de área construída se manteve, apresentando uma leve alta, passando de 78.329,65 para 78.519,78 m², ou seja, os prédios ficaram mais altos.

Imagem ilustrativa da imagem Cresce demanda por edifícios mais altos

Os números revelam também uma mudança no perfil das construções. Com a valorização imobiliária e a exigência de elevadores em prédios a partir de quatro andares, os projetos esboçam torres acima de dez pavimentos. Em 2014, por exemplo, dos alvarás liberados, oito tinham até quatro andares, representando 62% dos projetos. Em 2015, a situação inverteu. Este tipo de construção caiu para 37%.

O secretário de Obras, Herivelto Moreno, avalia que as mudanças são decorrentes da valorização imobiliária na cidade e, ao mesmo tempo, da revisão do Plano Diretor em 2014, como a exigência de elevadores para prédios com mais de quatro andares e a liberação de construção de apartamentos em bairros fora da área central. “Hoje, é comum os prédios terem, no mínimo, sete andares, justamente por causa custo do terreno e da demanda de elevadores, que encarecem as obras”, diz.

Outra característica, segundo Herivelto, é a construção de apartamentos voltados para a classe média. “Edifícios de alto padrão temos apenas dois na cidade”, observa. O motivo é simples: demanda. E não é apenas apartamentos de luxo que demoram para sair, os voltados para a classe média também. “Acontece de fazermos a liberação, mas não iniciar a construção, porque o mercado demora para absorver a oferta”, diz.

Já na avaliação do corretor de imóveis Hélio Barbosa, de Apucarana, o mercado tem demanda tanto de apartamentos populares quanto de médio e alto padrão. “Está em falta apartamentos na faixa de R$ 250 a 360 mil, com três quartos”, cita como exemplo.

Ainda de acordo com o corretor de imóveis, a facilidade de financiamento contribuiu para manter o mercado aquecido. O empresário do setor imobiliário João Eduardo Mareze, de Apucarana, complementa que a revisão do Plano Diretor veio para atender uma demanda reprimida ao liberar a construção de edifícios numa área mais ampla.

Busca por segurança

é principal atrativo

Quem busca um apartamento para morar está em busca de conforto, comodidade e segurança. Apesar do Plano Diretor liberar a construção em bairros mais afastados, o centro ainda é a região mais cobiçada. Apesar do Plano Diretor liberar a construção para outros bairros da cidade, o Centro e o Bairro 28 de Janeiro ainda têm maior preferência, observa o empresário João Eduardo Mareze.

Ele comenta ainda que a procura maior é por apartamentos entre 100 a 150 m² de área privativa, dois quartos e uma suíte, e duas vagas na garagem. Outra exigência, segundo ele, é por área comum com vários atrativos, como academia, sala de jogos, piscinas e quadra esportiva.

O corretor Hélio Barbosa comenta que quem está investimento em apartamentos, em geral, é a classe média, que já tem uma residência, mas está preferindo vender para morar num prédio, que é considerado mais seguro.