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Cresce número de crianças acolhidas

Da redação

| Edição de 03 de junho de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Nos últimos dois meses, o número de crianças acolhidas pelo Lar Sagrada Família de Apucarana aumentou consideravelmente. Entre abril e maio, a instituição passou a fazer quase o dobro de atendimentos. Atualmente são 19 residentes, oito a mais que no primeiro trimestre do ano. Negligência e dependência química dos pais são as principais causas da necessidade do acolhimento institucional e, consequente, afastamento da família.

Imagem ilustrativa da imagem Cresce número de crianças acolhidas


No ano passado, em alguns períodos, o número de crianças chegou a ser reduzido para seis, um dos menores dos últimos doze meses. A juíza da Vara da Família Infância e Juventude, Carolline de Castro Carrijo, e o promotor da Vara da Família, Infância e Juventude, Caio Bergamo Marques, observam essas as famílias dessas crianças já eram acompanhadas há algum tempo pelo poder público, mas diante da ausência do efeito esperado das intervenções e do risco constante à integridade física e emocional das crianças, elas foram encaminhadas ao Lar.
Tanto a juíza quanto o promotor frisam que o principal motivo do afastamento familiar é a negligência dos pais, em geral, causada pelas drogas e o álcool. “O acolhimento institucional é feito quanto não obtemos respostas satisfatórias das intervenções feitas pela rede de proteção”, assinala a magistrada.
A juíza observa que, mesmo durante o período de afastamento, os profissionais envolvidos na rede proteção continuam trabalhando com as famílias. “Somente quando essas tentativas são esvaziadas é que ocorre a destituição do poder familiar”, argumenta. 
O promotor ressalta que o afastamento de uma criança não ocorre por falta de recursos materiais. “Nesses casos são feitas intervenções com assistentes sociais. O principal motivo dos afastamentos está relacionado à negligência aliado a maus-tratos e abuso”, diz.
Segundo o presidente do Lar Sagrada Família, Maurício Rawski de Paula, com ajuda da sociedade apucaranense, tem feito várias melhorias para melhor acolher as crianças e adolescentes. “Queremos que elas tenham o máximo de conforto num momento que por si só é de muito sofrimento. O nosso desejo é que não tenha crianças e adolescentes que precisem de acolhimento institucional, mas, caso seja necessário, que encontrem aconchego neste momento”, diz.
O Lar Sagrada Família  conta com uma equipe de 15 profissionais, entre cuidadores, psicóloga, assistente social, coordenador e secretária. O custo mensal é de R$ 45 mil, desde valor, R$ 11 mil é repassado pela Prefeitura de Apucarana. O restante é resultado de doações e ações sociais.
“Nos últimos meses conseguimos fazer várias melhorias como a troca de todos os guarda-roupas, camas, sofás e de dois televisores, deixando o ambiente mais acolhedor”, sublinha, observando que a intenção é fazer uma reforma completa na instituição.