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CRF autua USP pela produção das pílulas do câncer

Folhapress

| Edição de 04 de novembro de 2015 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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"É a mesma coisa que você preparar um remédio na sua cozinha", afirma Pedro Eduardo Menegasso, presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP), sobre as condições em que são produzidas as pílulas de fosfoetanolamina no Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo) de São Carlos.

O Conselho autuou, na última quarta-feira, a USP pela produção e distribuição da fosfoetanolamina feita pelo laboratório de química da universidade sem a presença de um profissional farmacêutico.

Segundo o conselho, a USP tem cinco dias para se adequar às normas, que incluem a contratação de um responsável técnico e mudanças nas instalações, ou recorrer da liminar. Caso a universidade não cumpra a exigência, será lavrada multa.

"Entendo a situação das pessoas que querem a substância, que forçosamente pela Justiça, se tornou um medicamento, mas é necessário que se cumpram as normas. Não há nenhum farmacêutico na linha de produção. É um laboratório didático para ensino de química, imagine, não possui condições adequadas", diz.

A fosfoetanolamina não foi testada em pesquisas clínicasSem tal estudo, a Anvisa não pode liberar o uso da substância como medicamento.

No entanto, após relatos de pessoas que afirmam terem se curado de diferentes tipos de câncer com o uso da fosfoetanolamina, a Justiça concedeu liminares que obrigaram a USP a produzi-la e fornecê-la gratuitamente.