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‘Crochê do bem’ beneficia bebês de UTI

Da Redação

| Edição de 21 de janeiro de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Pensando no benefício dos bebês internados na UTI Neonatal do Hospital da Providência Materno Infantil de Apucarana, dois grupos de voluntárias de Apucarana realizaram doação de Polvos do Amor, polvinhos de crochê que auxiliam no tratamento, acalmando os pacientes internados. 

A Sociedade do Socorro, grupo de mulheres da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, doou 113 peças. Para realizar a ação, elas se reuniram uma vez por emana durante três meses. “Algumas irmãs nunca tinham pegado em uma agulha de crochê, mas aprenderam para colaborar nesse projeto e foi uma grande benção e continuaremos ajudando”, diz a voluntária Elisabeth Ferraz. 
Outro grupo que contribuiu com os bebês foi a Rede de Mulheres Solidárias, que tem contribuído com doação de polvos desde 2017. A última doação foi realizada por meio de um projeto com as detentas do Minipresídio de Apucarana. “Uma voluntária da Rede de Mulheres Solidárias ensinou as detentas a fazerem o Polvo do Amor e isso as sensibilizou por contribuir com as crianças e suas famílias que estão passando por um momento difícil. É um projeto que as coloca em uma percepção do quanto ainda podem contribuir na sociedade”, explica Denise Canezin, secretária da Secretaria da Mulher e Assuntos da Família. 
As doações são importantes porque a rotatividade dos polvinhos é grande. Cada paciente internado recebe dois polvinhos, pois enquanto um é utilizado, o outro é lavado e esterilizado. No momento da alta médica, os pais levam para casa os polvos do amor utilizados pelo bebê.
De acordo com a enfermeira coordenadora da UTI Neonatal, Francismara Regina de Lima, ao segurarem os tentáculos do polvinho, que se assemelham ao cordão umbilical, os bebês lembram do útero materno, ficam mais calmos, o que evita que eles puxem a sonda ou o tubo, diminuindo o índice de extubação e de retirada de sonda acidental. Com isso também há a diminuição do risco de infecção.
(DA REDAÇÃO)