A mudança no trânsito das ruas Grande Alexandre e Osvaldo de Oliveira, em Apucarana, tem causado transtornos. As vias, muito acessadas por quem frequenta a Faculdade de Apucarana (FAP), foram adaptadas pela prefeitura para tentar melhorar o fluxo de veículos, principalmente vans, e se tornaram de mão única. No entanto, nem todo mundo gostou da ideia. Apesar da sinalização nova ter sido colocada nas ruas, alguns motoristas insistem em utilizá-las da maneira antiga, trafegando na contramão.
Anteriormente, ambas as ruas eram vias de mão dupla. Com a alteração, feita no primeiro semestre, as duas se tornaram vias de mão única. A Rua Osvaldo de Oliveira agora é apenas para quem quer chegar à faculdade. Já para quem quer ir da instituição de ensino para a região da Avenida Minas Gerais, o fluxo segue pela Rua Grande Alexandre.
“A alteração foi um pedido direto do prefeito Beto Preto, que queria melhorar o fluxo de veículos no local. Por conta do alto número de veículos transitando no local, sobretudo à noite, as ruas foram bem sinalizadas. Pedimos apenas a compreensão e a conscientização das pessoas, para que utilizem a via do jeito correto”, afirma Silnei Bolonhesi, superintendente de Trânsito da Prefeitura de Apucarana.
Segundo ele, a administração municipal tem conhecimento de que muitas pessoas não estão respeitando a nova sinalização. “Infelizmente, não há muito que possamos fazer. As placas estão colocadas e também setas no asfalto indicando o fluxo. As pessoas precisam respeitar, pois as mudanças foram feitas com o objetivo de melhorar a situação no local para todo mundo”, afirma.
Moradores dos arredores e frequentadores da faculdade concordam que as mudanças beneficiaram muito o trânsito no local, mas divergem sobre quem estaria desrespeitando as regras. “Nós que moramos aqui no bairro sabemos. Quem tem sua casa, sua família aqui, se conscientiza. Acredito que são pessoas de fora que não respeitam”, afirma Clodoaldo Lourenço, operador de máquina e morador do bairro.
Motorista de van, Gilmar Beletato diz aprovar as mudanças no trânsito. “Ficou bem melhor, principalmente na saída da aula. No entanto, muita gente anda na contramão mesmo. Acredito que são moradores da região, que não querem andar mais um ou dois quarteirões para ir para casa”.
Camila do Prado, que estuda Fisioterapia na instituição, também gostou das mudanças. “São muitos carros, vans e ônibus por aqui, por causa da faculdade. Agora, o fluxo melhorou bastante”, diz.
O servente de pedreiro Josmiro Vieira, que também mora no bairro, afirma que a situação no local está perigosa. “Pelo que eu saiba, ainda não houve nenhum acidente, mas vai acontecer, tenho certeza. Esses carros andando na contramão ainda vão causar algo sério. Se todos andassem certo, seria perfeito”, diz.