Dos 27 municípios da região, dezesseis (60%) conseguiram eliminar a sífilis congênita e estão aptos a receber uma certificação pela conquista. No Paraná, um terço das cidades conseguiu eliminar a doença na transmissão pela gravidez. O anúncio foi feito pela Divisão de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde durante evento que marca do Dia Nacional de Combate à Sífilis, celebrado no terceiro sábado do mês de outubro.
A certificação foi lançada no evento do ano passado como forma de fortalecer a capacidade e qualidade dos serviços de saúde de pré-natal e na maternidade.
“Os gestores municipais responderam a este chamado e já temos 33% dos municípios paranaenses aptos para receberem o selo”, disse o secretário estadual da Saúde Beto Preto. “É uma grande conquista para a Saúde do Estado, com agradecimento especial aos profissionais da Atenção Primária que fazem o primeiro atendimento ao paciente no serviço de Saúde”, acrescentou.
Mas, de acordo com o secretário, o enfrentamento à sífilis deve ser constante e ampliado. “A meta é que a certificação seja atribuída aos 399 municípios do Estado protegendo crianças e gestantes”, afirmou.
A certificação da Sífilis Congênita no Paraná adota como requisito para os municípios a taxa de incidência de 1,5 caso a cada mil nascidos vivos nos últimos três anos; a proporção menor que 20% das crianças menores de 1 ano com sífilis congênita nos últimos 3 anos e a proporção de 80% das gestantes com tratamento adequado para sífilis nos 2 últimos anos, entre outros.
A sífilis congênita é transmitida pela mãe ao bebê durante a gestação, via placentária.
DADOS – “Em tempos de pandemia da Covid-19 houve redução nas taxas de detecção da sífilis, mas ainda precisamos avaliar se esses números refletem uma queda real ou se acontecem em razão da queda pela busca da população aos serviços de saúde”, explicou Mara Franzoloso, chefe da Divisão de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Sesa.
Em 2019, a taxa de detecção de sífilis adquirida por 100 mil habitantes no Paraná foi de 92,13%. De sífilis em gestante foi de17,1%; e de sífilis congênita de 5,8%. Neste ano, até o momento, a taxa para sífilis adquirida por 100 mil habitantes é de 20,72%, de sífilis em gestante é de 6,7%; e de sífilis congênita 2,6%.
REGIÃO
Os municípios que conquistaram condições para certificação para eliminação da sífilis congênita são Bom Sucesso, Grandes Rios, Jandaia do Sul, Kaloré, Marilândia do Sul, Novo Itacolomi, Rio Bom, São Pedro do Ivaí, Arapuã, Ariranha do Ivaí, Cruzmaltina, Godoy Moreira, Jardim Alegre, Lidianópolis, Rio Branco do Ivaí e Rosário do Ivaí.