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Documento registra história política de Apucarana

Da Redação

| Edição de 30 de dezembro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em um universo essencialmente burocrático, em que todos os dias são emitidos e arquivados leis, decretos, portarias e outras centenas de papéis oficiais, fica difícil imaginar que existe um documento na Prefeitura de Apucarana que só é manuseado de quatro em quatro anos. Mas ele existe. Guardado a sete chaves, sobretudo devido sua relevância histórica, é o “Livro destinado à lavratura de atas de transmissões de cargo de prefeito”. O nome é esse mesmo, datilografado e disposto em duas linhas em uma pequena etiqueta, estampado em um charmoso livro de capa dura da década de 50, já amarelado pelos anos.

Imagem ilustrativa da imagem Documento registra história política de Apucarana

E, como hoje, às 8h30, no Cine Teatro Fênix, acontece mais uma posse, o documento cumprirá mais uma vez com o seu propósito. Desconhecido de muita gente, o livro ata foi resgatado na sexta-feira mais uma vez do cofre municipal.
O prefeito Beto Preto, que é o 14º chefe do Executivo Municipal eleito desde que Apucarana emancipou-se em 28 de janeiro de 1.944, folheou cuidadosamente as 45 páginas já preenchidas de forma caprichosa.
“Este livro carrega a história política da cidade e é com muita emoção e respeito por Apucarana que terei o prazer de assiná-lo novamente”, disse Beto. Ele lembrou que teve a oportunidade de assinar a ata como testemunha no ano de 2001, quando da transmissão de cargo entre os gestores da época.

CURIOSIDADES
O livro é datado de 1951, quando o então prefeito Carlos Massaretto, primeiro gestor eleito do município, passou a administração da prefeitura ao Coronel Luis José dos Santos, popularmente conhecido como Coronel Mamão.