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Dois padres morrem vítimas de coronavírus

DA REDAÇÃO

| Edição de 25 de março de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A morte de dois padres da diocese, que atuavam em municípios vizinhos, e faleceram ontem com intervalo de algumas horas na UTI do Hospital da Providência de Apucarana comoveu a região. Os dois sacerdotes, que atuavam juntos em Faxinal e Cruzmaltina, não resistiram às complicações do coronavírus.

Padre Francisco Oscar Lenartovicz, 71 anos, responsável pela Paróquia Maria Mãe da Unidade de Faxinal, morreu durante a madrugada. Ele estava internado desde o dia 17. Pouco antes da cerimônia de exéquias do sacerdote, que aconteceu às 16 horas, a Diocese de Apucarana confirmou a morte do padre Adriano Francisco Ferreira, 41 anos. 
Com 35 anos de sacerdócio, padre Chiquinho, como era mais conhecido, era natural de Apucarana. O prefeito Junior da Femac divulgou uma nota de pesar pela morte do sacerdote. “É um homem de Deus, que ao longo da vida sacerdotal foi um exemplo de fé para os fiéis”, comentou o prefeito, que divulgou mais tarde pesar também pela morte de padre Adriano.
O prefeito de Faxinal, Ylson Alvaro Cantagallo, decretou luto oficial de três dias. “Estou profundamente triste pela perda irreparável dos nossos padres. Já passei por esse vírus terrível que muitos ainda não entenderam o poder que ele tem. Ele mata e pode chegar às nossas famílias”, comenta.
Com as restrições impostas pela pandemia, a Diocese de Apucarana não realizou velório do padre Chiquinho, mas promoveu uma bênção de exéquias com participação do bispo Dom Carlos José e vários padres na passagem do carro funerário em frente às escadarias da Catedral Nossa Senhora de Lourdes. O corpo foi sepultado no jazigo dos sacerdotes da Diocese, no Cemitério Cristo Rei. Após a benção, foi realizada uma missa solene restrita aos sacerdotes. 
Padre Adriano Francisco Ferreira atuava em duas paróquias, a Nossa Senhora Aparecida, em Cruzmaltina e junto ao padre Chiquinho em Faxinal. Ele foi internado no Hospital da Providência no último dia 10, transferido de Faxinal, onde atuava há 12 anos. 
No sacerdócio há 14 anos, ele era natural de Santa Fé e foi o primeiro padre ordenado do município. A pedido da família, ele será sepultado em sua cidade natal hoje.  “Lamentamos com o querido povo de Faxinal e Cruzmaltina a impossibilidade de levarmos o corpo dos sacerdotes até às paróquias aonde serviam. Mas a situação do momento não permite. Nas referidas paroquias celebraremos a Missa de 7º dia”, comenta o bispo Dom Carlos José de Oliveira.