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Dupla é presa por ameaçar empresário em Arapongas

Cindy Annielli

| Edição de 03 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O valor pedido era de R$250 mil. Funcionário arquitetou extorsão
A Polícia Civil de Arapongas prendeu ontem dois suspeitos de ameaçar e extorquir um empresário da cidade. Entre os detidos está o funcionário da vítima, Wellington Fernando Faleiros Pires, 34 anos, que conhecia toda a rotina do patrão. Segundo a polícia, ele contou com a ajuda do primo Ruy Guilherme de Oliveira, 27 anos, que é de São Paulo e está na cidade há aproximadamente três meses.
De acordo com o delegado da 22ª Subdivisão Policial (SDP), Carlos Marcelo Sakuma, há 10 dias o empresário passou a receber ameaças por meio de cartas e telefonemas. Os criminosos exigiam R$ 250 mil em dinheiro, do contrário, prejudicariam a família e a empresa, segundo o delegado.
“Eles deram prazo até sexta-feira (ontem) para que a vítima arrumasse a quantia ou iriam fazer mal à família. Eles informaram que entrariam em contato para informar o local onde era para deixar o dinheiro”, detalha.
A investigação e prisão da dupla contou com apoio do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), unidade da Polícia Civil especializada em sequestro e extorsão. “Recebemos denúncias e informações da própria vítima e conseguimos identificar os dois”, diz.
Na casa dos suspeitos, a polícia encontrou o celular usado para o envio das mensagens com as ameaças e rascunhos das cartas. O delegado informa que, diante das evidências, Pires acabou confessando o crime. “Ele trabalha há três anos para uma empresa terceirizada da vítima e disse que, como conhecia toda rotina, passou a arquitetar o crime com a ajuda do primo recém-chegado de São Paulo”, informa.
Conforme o delegado, Pires já responde processo por latrocínio ocorrido em Apucarana. Ele e o primo foram autuados por ameaça e tentativa de extorsão.
Sakuma alerta ainda que casos de ameaças devem ser imediatamente comunicados à polícia. “Em muitos casos, a pessoa não leva a sério e a os criminosos realmente podem tentar fazer algum mal”, conclui. (CINDY ANIELLI - TNONLINE)