CIDADES

min de leitura - #

Enfermeiros protestam na região

Adriana Savicki

| Edição de 09 de setembro de 2022 | Atualizado em 09 de setembro de 2022
Imagem descritiva da notícia Enfermeiros protestam na região

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Profissionais de enfermagem se vestiram de preto fizeram manifestações em todo país nesta sexta-feira (9) reivindicando a manutenção do novo piso salarial da categoria, suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Na região, os protestos foram realizados em Arapongas e Ivaiporã.

Em Arapongas, dezenas de profissionais fizeram uma passeata com carro de som pela avenida principal da cidade para chamar a atenção da população e trazer a opinião pública a favor da categoria. “Estamos nos manifestando pacificamente a favor de nosso piso, que é uma disputa de 20 anos e agora que foi sancionado pelo presidente, o (Luis Roberto) Barroso veta por 60 dias”, comenta Ismar Silva Porfirio, enfermeira da Santa Casa, de Arapongas e uma das coordenadoras da manifestação.

A profissional também comenta a visibilidade que os enfermeiros ganharam durante a pandemia da Covid-19. “Fomos aplaudidos durante toda a pandemia, mas não tivemos o reconhecimento que merecemos”, lamenta. 

Em Ivaiporã, a manifestação aconteceu na Praça Manoel Teodoro da Rocha. O enfermeiro Cleber Robloski Iori diz que a decisão pegou de surpresa todos os profissionais. “O que estamos reivindicando é um salário digno. Não podemos ficar nesse impasse que o ministro nos colocou com a sua decisão”, disse Iori.

A enfermeira Sirlei Viesba lembrou que a maioria dos programas de saúde são coordenados pela categoria. “Se a enfermagem não estiver na linha de frente as coisas não acontecem. Com um salário mais digno, muitos poderão deixar de trabalhar em dois locais, poderão dar mais atenção às suas famílias e, assim, novas vagas poderão ser abertas dando mais oportunidades de emprego”, destacou Sueli.

Em Apucarana, representantes do sindicato da categoria estiveram em frente ao Hospital da Providência, mas não houve adesão dos profissionais, que fizeram protesto no feriado de 7 de Setembro.

ENTENDA

No último domingo (04), atendendo a Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde) que entrou com uma ação alegando que o piso seria insustentável, o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, suspendeu a lei do piso nacional por 60 dias. Nesta sexta-feira, a liminar concedida começou a ser julgada na corte. Até a noite, além de Barroso, o ministro Ricardo Lewandowski também votou favoravelmente à suspensão. O julgamento segue até o dia 16.

O novo piso estabelece remuneração de R$ 4.750 para enfermeiros e determina tetos também para técnicos, auxiliares e parteiras.