A qualidade da água do Lago Jaboti, um dos mais importantes cartões postais de Apucarana, preocupa a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Além de adotar monitoramento constante, a prefeitura está em vias de instalar areadores, equipamentos que melhoraram as condição de oxigenação da água.
O Lago Jaboti fica na região Sul da cidade, no centro do parque de mesmo nome, o mais frequentado da cidade. O parque tem uma área de mais de 230 mil m², sendo 150 mil m² apenas no lago, que é abastecido pelas nascentes dos rios Ribeirão Barra Nova, Córrego Jaboti e Córrego Água da Lagoa.
Sérgio Bobig, secretário do Meio Ambiente de Apucarana, explica que os testes realizados no ano passado com amostras da água do lago não detectou um alto nível de impurezas. “Os testes foram realizados em parceria com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e constataram que o nível de qualidade da água é considerado dentro dos limites aceitáveis. Claro que não é uma água potável, mas também não oferece risco às pessoas ou à fauna locais, como peixes e capivaras”, destaca. Neste ano, o monitoramento deve ser repetido.
Em breve, a busca pela boa qualidade da água ganhará aliados tecnológicos. Serão instalados 13 aeradores, equipamentos semelhantes a chafarizes, que aumentam o nível de oxigênio na água. Eles foram adquiridos através de recursos provenientes de uma multa ambiental e devem ser instalados ainda neste ano, segundo Bobig.
“Os equipamentos já estão conosco. O problema é que, como eles devem ser instalados no meio do lago, é necessária a utilização de um cabeamento elétrico especial, que custa caro. Estamos analisando qual a melhor maneira de adquiri-los”, diz o secretário.
Segundo ele, as equipes também da secretaria são orientadas a identificar e combater os descartes pontuais de resíduos no lago.
O lançamento de esgoto irregular no local, um problema que já foi constatado várias vezes no passado, também foi superado. “Já tivemos problemas de descarte irregular no passado, mas hoje não temos mais”, afirma. Em 2015, uma lavanderia de tecidos foi lacrada após a constatação de que seus resíduos estavam sendo jogados sem tratamento no lago.
“Não descartamos a possibilidade de que empresas ainda estejam jogando resíduos no lago. No entanto, são problemas pontuais, não sendo empregado o uso de tubulações com fluxo constante, como era o caso da empresa lacrada. Inclusive equipes da secretaria já flagraram estes descartes pontuais. Empresas foram notificadas e até mesmo fechadas por conta disso”, diz.