O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) vai investigar supostos tremores de terra sentidos por moradores na madrugada de terça-feira, em Arapongas. A informação foi confirmada ontem pelo prefeito em exercício, Pedro Paulo Bazana, durante coletiva de imprensa. Na reunião, os estragos causados pela chuva e a situação das famílias afetadas também foram atualizados.
De acordo com Bazana, pesquisadores da USP, que estão em Londrina investigando abalos sísmicos naquela cidade, também vão averiguar o que aconteceu em Arapongas. Dados da Defesa Civil aponta que mais de 100 famílias foram afetadas pelos estragos das chuvas que atingiram a região e a maior parte relatou o surgimento de rachaduras em suas residências. Vários moradores ainda afirmam que sentiram tremores por volta das 2 horas da madrugada da terça-feira.
“Ainda é muito cedo para constatar o que realmente houve em Arapongas. As equipes da USP trouxeram aparelhos, mas até o momento não possuem informações técnicas. Então não vou alarmar a população porque em breve as equipes da USP vão preparar um relatório”, disse Bazana.
Até as 10 horas de ontem, 10 casas em condições de riscos foram interditadas pelos moradores. De acordo com a Defesa Civil, uma moradia, no Jardim São Bento, teve perda total. Cerca de 35 pessoas foram acolhidas por parentes e até o momento a Assistência Social não precisou dar apoio a essas famílias. Contudo, a prefeitura destaca que já possui local equipado, com profissionais de saúde de prontidão para acomodar pessoas que necessitarem de atendimento.
A prefeitura informou ainda que as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Jardim Petrópolis e Conjunto Ulisses Guimarães de saúde foram interditadas temporariamente. Os prédios apresentam situação de risco segundo avaliação da Defesa Civil. Enquanto o problema é resolvido, o atendimento da população será realocado na UBS do Jardim Araucária e UBS do Conjunto Centauro. O atendimento de urgência e emergência noturna da região será feito apenas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Caravele, com reforços na equipe. A chuva também causou estragos na manhã viária e três ruas tiveram que ser interditadas.
Prefeitura cancela programação de carnaval
Ontem, o prefeito em exercício, Pedro Paulo Bazana sobrevoou o município para avaliar as estradas rurais. Até a tarde de ontem, foram identificadas pelo menos 8 pontes com problemas e a prefeitura estima gastar cerca de R$ 1 milhão em reparos.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, pelo menos 270 chamadas foram atendidas, entre segunda e terça-feira. Outras 150 casas ainda aguardavam a vistoria da corporação até a tarde de ontem.
“O valor dos prejuízos está sendo levantado para que o município avalie se há necessidade de decretar estado de emergência para solicitar recursos”, concluiu Bazana.
Mesmo de férias, o prefeito Antônio José Beffa, participou da coletiva e informou que por conta dos prejuízos, a prefeitura decidiu cancelar a festa de carnaval, que começaria em 28 de janeiro e teria 12 dias de evento. A obra de duplicação da Rua Pavão e a construção de rotatória também foi adiada. “O objetivo é economizar. Conclamamos a todos sobre a situação, independentemente da posição política. Agora é hora de lutar por Arapongas”, disse.
Interdição na PR-444 vai levar um mês
A cratera que se abriu no km 2 da PR-444, em Arapongas, ainda vai causar mais transtornos no trânsito da região.
A Viapar, empresa que administra o trecho, estima que a obra para recuperação demore no mínimo 30 dias. Com a interdição da rodovia nos dois sentidos, o tráfego de veículos passou a ser desviado para os perímetros urbanos de Arapongas e Rolândia.
O secretário municipal de Segurança e Trânsito, Antônio Aparecido de Oliveira, afirmou que uma rota foi definida para não congestionar o trânsito no anel central da cidade. “Conseguimos fazer desvio pelo contorno da cidade de Jandaia do Sul, para que os caminhões desviem por Apucarana, mas muitos veículos que trafegam por Astorga/Londrina estão passando pelo perímetro urbano de Arapongas”, comenta.
Segundo ele, o tráfego de Maringá/ Londrina obrigatoriamente passa pela Avenida Gaturamo até a Rua Perdizes e segue diretamente para a BR-369. No sentido contrário, veículos que precisem seguir para Maringá têm que passar pela Rua Drongo, acessando a Rua Flamingo. Por enquanto, as vias interditadas na cidade são, Rua Pavão na região central, Rua Capitão do Mato no Jardim Aeroporto e Rua Tororó no Centauro