Filas têm se formado diariamente em frente a Central de Distribuição (CDD) dos Correios de Apucarana, localizada na Barra Funda. Com atraso nas entregas, muitos usuários se dirigem até o local na tentativa de retirar as encomendas. A demora nas entregas é motivo de várias reclamações.
O CDD atende somente das 10 às 13 horas. Mari Daroda foi até o local tentar retirar a encomenda dela que já chegou há 15 dias, porém até anteontem, não havia sido entregue. “É um absurdo, eu tentei retirar e me falaram que não podia, que minha encomenda ainda nem foi separada. É um descaso, um absurdo”, disse.
Outro apucaranense que tentou resolver a questão pessoalmente foi Milton Polo. Ele está rastreando uma encomenda de um produto adquirido em 23 de junho. “Em dois dias a encomenda chegou em Londrina, mas ainda não chegou aqui. Tenho vindo todo dia, todo dia tem fila e ainda não veio e o olha que daqui a Londrina são 60 km”, reclama.
Bruno Nain também tem insistido no CDD. “É o terceiro dia que chego e nada. Venho aqui e dizem que a encomenda está no carro, mas não chega em casa”, afirma.
Em fevereiro, 11 carteiros de Apucarana aderiram ao Planos de Demissão Voluntária (PDV) e deixaram de trabalhar. Com isso o efetivo diminuiu. A assessoria de imprensa dos Correios não informou quantas pessoas trabalham atualmente nas entregas no município.
Em nota, entretanto, os Correios lamenta os transtornos e afirma que, em razão dos protocolos adotados pela empresa em prol da segurança de empregados, fornecedores e clientes, houve alterações nos serviços prestados.
“É o caso do centro de distribuição da região, responsável pelas entregas em Apucarana. A previsão é de que as atividades dessa unidade serão normalizadas nos próximos dias”, diz a nota, que destaca que para minimizar os impactos aos clientes e otimizar o atendimento e as operações de distribuição, os Correios estão adotando diversas medidas, tais como o “remanejamento de empregados de outras unidades, a contratação de mão de obra terceirizada e a realização de horas extras e plantões aos fins de semana”. (CEZAR NEVES)