Estacionar em desacordo com a regulamentação do rotativo foi a infração de trânsito mais cometida no ano passado em Apucarana. Segundo do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) foram aplicadas mais de 3,5 mil multas para este tipo de infração no acumulado do ano passado. O número representa 20% das 17.945 sanções lavradas por agentes de trânsito, Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar (PM) e também pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em trechos da rodovia que passam pelo perímetro urbano da cidade.
O levantamento do Detran ainda mostra que usar o telefone celular ao voltante ocupa a segunda posição do ranking das infrações mais cometidas na cidade, com 1.910 autuações, seguida pelo não uso do cinto de segurança 1.778 (confira o ranking completo no gráfico).
Diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento, Pesquisa e Planejamento de Apucarana (Idepplan), Carlos Mendes, considera o número de multas por estacionamento irregular no rotativo relativamente pequeno. Ele analisa que no ano passado foram, em média, 300 infrações por mês, aproximadamente 12 por dia. “Considerando que temos atualmente seis agentes de trânsito para fiscalizar o estacionamento rotativo no anel central da cidade, cada um deles aplicou duas multas por mês no ano passado, o que é um número baixo. Se fosse um sistema automatizado, o número de multas seria bem maior”, afirma.
Mendes ressalta que o objetivo do setor não é punir os motoristas e nem faturar com os valores aplicados, mas sim, fazer o estacionamento ter rotatividade, ter vagas.
IMPRUDÊNCIA
O superintendente de trânsito classifica como uma grande imprudência os motoristas dirigirem sem usar o cinto de segurança. Ele analisa que um condutor que dirige a 40 km/h e sofre um acidente sem o equipamento de segurança, provavelmente vai sofrer ferimentos ao bater contra o painel do veículo. “O motorista que sofre acidente nas mesmas condições, mas usando o cinto de segurança vai sentir apenas um solavanco”, compara.
Outra infração que coloca o motorista e os outros usuários da via em risco é avançar o sinal vermelho que está entre as dez mais mais cometidas no ano passado. “Alguém pode provocar um acidente e se matar ou matar outra pessoa”, alerta.