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Estiagem reduz em um metro nível do Rio Ivaí na região

Ivan Maldonado

| Edição de 15 de agosto de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Com pouca chuva nos últimos 70 dias, a seca faz o nível dos rios do Vale do Ivaí baixar de forma preocupante. No Rio Ivaí, sobre a ponte do Porto Ubá, em Lidianópolis, a medição feita na manhã de ontem, marcava 1,05 metro abaixo do nível normal. O nível registrado é um dos mais baixos dos últimos 25 anos, conforme relatam pescadores e moradores do local.

Imagem ilustrativa da imagem Estiagem reduz em um metro nível do Rio Ivaí na região
Pescadores mostram ponto onde a água normalmente chega | Foto: Ivan Maldonado

Historicamente, de junho a agosto na região, são esperados cerca de 600 milímetros de chuva, mas até agora choveu apenas no dia 5 de junho 90 milímetros, e 20 milímetros no último final de semana. 
O torneiro mecânico aposentado Samuel do Lago Duarte, morador de Porto Ubá, que pratica pesca amadora no local há mais de 30 anos diz que é a segunda vez que vê o nível do rio tão baixo, a última vez foi em 2000. “Já dá para ver bem as pedras no meio do rio e na barranca do outro lado. Quando a profundidade é normal a gente só vê a pontas das pedras” relata. 
O trabalhador diarista, Valdinei Marcos da Silva, que também pesca no Rio Ivaí por esporte, relata que o pouco volume de água já atrapalha a navegação. “Está muito perigoso, com pouca água há o risco do barco ser danificado por pedras”, comenta Silva. 
O baixo nível do Rio Ivaí também preocupa quem depende das águas para ganhar a vida. É o caso da pescadora profissional Vanessa Cristina Moraes Delfino. Segundo ela, a redução do volume das águas pode afetar a produção dos peixes. 
“O pior é que como o tempo começa a esquentar, a qualidade da água piora, resultando em falta de oxigenação para os peixes. Além do peixe não crescer, se o nível baixar mais ainda há o risco de mortandade”, afirma Vanessa. 
Para o biólogo Jayme Ayres da Silva, secretário municipal de meio ambiente de Ivaiporã, a devastação ambiental prejudicou a recarga das nascentes. “No passado sem a degradação, a falta de chuva por 70 dias não afetaria o volume de água do Rio Ivaí como acontece hoje. Como não houve preocupação, corremos o risco de redução drástica do afloramento de águas para a manutenção da vida dos rios", comenta Ayres.