IVAIPORÃ
Sem chuvas há duas semanas dias e sem previsão para o fim da estiagem, os produtores começam a contabilizar prejuízos com o milho safrinha. Segundo o estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral) do Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura (Seab) de Ivaiporã, a produtividade deve ser reduzida em 25%.
A falta de chuvas também afeta o plantio do trigo, que não evoluiu nos 15 municípios da área de abrangência da regional. Até agora foi semeada apenas 5% da área estimada de 70 mil hectares.
O volume de chuvas no mês de abril foi de apenas 60 milímetros, a metade da média histórica na regional, que é de 128 mm. Segundo o agrônomo do Deral, Sérgio Carlos Empinotti, a escassez hídrica provocou impactos nas lavouras de milho safrinha na regional, que nesta temporada tem área semeada de 50 mil hectares. Embora os produtores tenham adiantado o plantio com esperança de escapar de intempéries climáticas, isso não aconteceu.
“A última chuva, há duas semanas, deu uma amenizada. Mas, mesmo assim, foram pancadas isoladas e poucas, e haverá uma perda das plantas que estavam na fase de floração e frutificação. As que estavam em fase de desenvolvimento vegetativo terão uma perda um pouco maior. Creio que as perdas agora são irreversíveis, em torno de 25%”.
Em relação ao trigo, as lavouras mais adiantadas, plantadas no início de abril, estão com bom desenvolvimento e as áreas semeadas após o dia 15 apresentam emergência parcial, em função da ausência de chuvas. “As primeiras áreas, embora tenham sido plantadas com pouca umidade do solo, estão com bom enraizamento. O problema agora é que não há desenvolvimento por falta de umidade. O trigo é resistente e aguenta mais alguns dias, se houver novas chuvas a planta volta a desenvolver”.