Um projeto inédito desenvolvido pela Universidade Federal do Paraná, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, mediu o clima escolar em 122 escolas estaduais e municipais de Curitiba, Colombo, Pinhais, Piraquara e São José dos Pinhais. Os números mostram que o trajeto de ida e volta da escola é o momento que desperta maior insegurança nos alunos.
O Aprendendo a Viver aplicou questionários a cerca de 22 mil estudantes com o objetivo de gerar um relatório estatístico com informações sobre as percepções dos alunos no que se refere à segurança escolar e ao bullying. “Além de identificar os problemas de cada escola, o projeto prevê uma capacitação de professores, que acabam atuando como multiplicadores dentro da escola para permitir a elaboração de projetos mais eficazes, e muitas vezes simples, de combate à violência”, explica a superintendente da Secretaria de Estado da Educação, Ines Carnieletto.
NÚMEROS
Na rede estadual, 14,4 mil alunos foram ouvidos e, destes, 24,9% disseram que já usaram a internet para espalhar fofocas ou mentiras; 22% relataram ser xingados na escola; 9,9% disseram já ter sido agredidos ou chutados e 8,3% contaram já ter feito ou sofrido ameaças.
No que se refere à percepção de segurança, os entrevistados foram questionados o quão seguros se sentem em diferentes espaços. Na sala de aula, os alunos disseram que se sentem 76,6% seguros; no recreio, 56% seguros. Os locais que despertam mais sensação de insegurança são o trajeto de ida e volta para a escola, onde apenas 62% se sentem inseguros.