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Exposição comemora 80 anos da Igreja Matriz de Arapongas

Fernando Klein

| Edição de 19 de setembro de 2022 | Atualizado em 19 de setembro de 2022
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A Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Arapongas, comemora 80 anos em 1º de novembro de 2022. Para marcar a data, uma exposição com fotografias e objetos históricos foi aberta no Centro Pastoral Divino Mestre, ao lado da Igreja Matriz.

Criada em 1º de novembro de 1942, a paróquia pertenceu inicialmente à Diocese de Jacarezinho, depois à Diocese de Londrina e, desde 1965, é vinculada à Diocese de Apucarana. Seu primeiro pároco foi o padre Bernardo Merkel, que comandou a comunidade católica por 36 anos. Ele assumiu a paróquia desde sua criação e permaneceu até 16 de julho de 1978.

A atual Igreja Matriz do município foi construída entre 1947 e 1954. O templo de alvenaria, de arquitetura colonial, substituiu a primitiva capelinha de madeira erguida pelos pioneiros em 1938. Na origem, era chamada de “Igreja dos Santos Anjos”. Com a doação de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida feita pelo pioneiro José Monteiro, dono de uma serraria, a igreja passou a receber a proteção da santa. 

A mostra tem como curador o historiador araponguense Gean Carlos Cereia. Ele explica que, no local, os visitantes encontram expostos cerca de 400 itens, desde dezenas de fotos antigas e objetos dos primeiros anos da igreja, com os quadros da via crucis e os fragmentos do altar-mor e da cruz da capelinha de madeira de 1938, além de paramentos e vestimentas religiosas de época, entre outros.

O historiador destaca ainda as atrações “tridimensionais” da exposição. “As pessoas, por exemplo, terão a opção de assistir a uma missa em latim, como era nos primeiros anos”, cita. Um espaço simula o altar da antiga capelinha, com um padre de costas celebrando em latim, como ocorria até 1965, quando terminou o Concílio Vaticano II e aprovou mudanças nas celebrações católicas.

Para os moradores mais antigos, a exposição representa uma viagem ao passado. O pioneiro Osvaldo Pedroso, 88, mora desde os 10 anos na cidade. “É uma sensação emocionante, porque eu participei de toda a história da igreja”, conta. Ele afirma que conheceu a maioria das pessoas retratadas nas fotografias antigas. “Cheguei a assistir missas na capela de madeira até a nova igreja ficar pronta. Lembro da maioria das pessoas, principalmente dos frequentadores”, afirma.

A exposição ficará no Centro Pastoral até 30 de dezembro. Em outubro, uma versão adaptada será levada para a praça em frente à Igreja Matriz, ao ar livre. A programação prevê ainda, em 1º de novembro, uma missa solene e também a distribuição de um bolo para comemorar os 80 anos. (FERNANDO KLEIN)