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Falsa contadora é presa em Apucarana por emitir notas frias a empresários

Vanuza Borges

| Edição de 06 de outubro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Um escritório de contabilidade, aparentemente acima de qualquer suspeita, localizado na Rua São Paulo, na Vila Feliz, em Apucarana, era o endereço de trabalho de uma falsa contadora que emitia notas frias para “esquentar” produtos piratas, em especial remessas de bonés e camisetas. A prisão em flagrante de Rosângela Maria de Oliveira, de 54 anos, ocorreu anteontem no final da tarde pela Polícia Civil durante cumprimento de mandado de busca e apreensão. A investigação sobre a falsa contadora foi iniciada há mais de um mês.
O delegado-adjunto da 17º Subdivisão Policial, Marcos Felipe da Rocha Rodrigues, explica que, enquanto os policiais cumpriam o mandado de busca no escritório, dois homens entraram e pediram por notas fiscais. “Diante do flagrante delito, foi dada voz de prisão. Ela responderá por exercício ilegal da profissão, uma vez que não é contadora, falsidade ideológica e crime contra a ordem financeira”, revela Rodrigues.
Como os crimes somam pena superior a 4 anos, não cabe ao delegado arbitrar fiança. Até ontem à tarde, a suspeita continuava detida da sede da 17ª SDP e caberá à Justiça designar os próximos passos, como arbitrar ou não a fiança.
Ainda segundo Rodrigues, Rosângela, durante depoimento prestado ontem à tarde à Polícia Civil, confessou que emitia notas frias desde 2016. “Ela não soube precisar quantas notas foram emitidas nesse período, além de holerites. Vamos conseguir levantar o montante que era movimentado somente após a perícia, que será feita no computador dela porque muitas notas eram simplesmente enviadas por e-mail ”, explica o delegado.
Para emitir as notas frias, o delegado explica que a suspeita cobrava 4% do valor da nota, para quem tinha Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e 5% para quem não tinha. Já para quem solicitava holerite falsificado, o preço do serviço era de R$ 60. O documento geralmente era usado para conseguir crédito junto a instituições bancárias e no comércio.
O alvo maior do esquema, segundo o delegado, era fornecer notas para empresários que fabricavam produtos piratas. Durante as investigações, a polícia gravou uma negociação envolvendo a emissão de uma nota fria.
Rosângela também é suspeita de criar empresas fantasmas para dar aparência de legalidade em operações com produtos falsificados na cidade e embarcados principalmente para São Paulo.
O delegado-chefe da 17º SDP, José Aparecido Jacovós observa que  representantes de marcas falsificadas denunciaram o lançamento de notas fiscais falsas.