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Falta de segurança assusta moradores do João Paulo

Da redação

| Edição de 16 de março de 2017 | Atualizado em 15 de março de 2017

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Um casal de idosos passou por momentos de terror nas mãos de criminosos ontem de madrugada no Núcleo Habitacional João Paulo, um dos bairros mais populosos de Apucarana. A violência usada no assalto chama a atenção para o problema da segurança pública no bairro e também assustou vizinhos, que não estavam acostumados com este tipo de ação criminosa. Moradores e comerciantes reconhecem que furtos, arrombamentos e até assaltos vêm crescendo de forma gradativa nos últimos meses, acabando com o sossego habitual da localidade. 

Imagem ilustrativa da imagem Falta de segurança assusta moradores do João Paulo


Na situação de ontem, que aconteceu na Rua Rio Congoinhas, um casal de idosos, de 70 anos, foi surpreendido por assaltantes enquanto dormia, por volta das 3 horas. Ainda visivelmente assustados, os aposentados contaram na tarde ontem à equipe de reportagem como o crime ocorreu. As vítimas contam que acordaram com três bandidos armados com pistolas, encapuzados e usando coletes balísticos já dentro do quarto. “Não ouvimos estourando a porta. Quando vi, já estavam com uma arma na cabeça da minha esposa e uma pistola na minha boca. O tempo todo pediam pelo cofre e joias, mas não temos nada”, avalia.
À procura do tal cofre, os criminosos reviraram armários e arrancaram todos os quadros da parede, mas nada foi encontrado. “Acredito que tenham recebido alguma informação errada, porque não tenho cofre em casa”, opina. O casal de idosos passou quase uma hora refém dos assaltantes, que levaram cinco relógios masculinos em ouro, avaliados no mínimo em R$ 50 mil, e algumas joias.
Os criminosos também levaram três celulares, uma televisão, um notebook, que foram levados na caminhonete das vítimas. Enquanto dois assaltantes providenciavam a retirada dos objetos, um terceiro assaltante ficou na casa com o casal e aproveitou para tomar cerveja, comer chocolate e até recomendar que investissem mais na segurança da residência. Depois de quase uma hora, os comparsas retornaram e devolveram a chave da caminhonete, que foi deixada numa rua próxima. “As coisas materiais a gente recupera, o difícil é o susto. Pedi diversas vezes que não nos matassem. Fiquei com muito medo. Estou até pensando em me mudar”, diz a aposentada.

Uma vizinha do casal, que prefere não ter o nome divulgado por segurança, o assalto quebrou a rotina do bairro. “Ainda é um bairro tranquilo, mas percebemos que têm aumentado casos de furtos e arrombamentos, mas não tínhamos presenciado um caso deste tipo, com tanta violência”, diz.
O comerciante Valdemiro Ferreira da Silva, que trabalha há 30 no bairro, avalia que a criminalidade tem aumentado. No tempo que teve uma mercearia, por mais de 20 anos, foi assaltado uma única vez. Há quatro anos, que está à frente de um bar, teve o estabelecimento arrombado quatro vezes, duas nos últimos seis meses. “Está aumentando a criminalidade. Acredito que um módulo da polícia ajudaria a inibir os arrombamentos e furtos”, avalia.
O farmacêutico Márcio Antoniassi, que tem uma farmácia há 23 anos no bairro, também foi vítima de criminosos recentemente. “Acredito que tanto roubos quanto arrombamentos e furtos têm se tornado mais frequente”, acredita.

Reivindicação
Moradores pedem um módulo da PM
A vice-presidente da Associação de Moradores do João Paulo, Eliana Rocha, avalia que a insegurança tem aumentado nos últimos meses no bairro. Ela credita o avanço da criminalidade ao desemprego e também ao crescimento populacional. Atualmente, moram cerca de 13 mil pessoas no João Paulo e bairros vizinhos, como Guaracy, Sol Nascente e Jardim Primavera. “Percebemos que aumentaram principalmente arrombamentos e furtos. Já assaltos não é tão comum, principalmente como o de hoje (ontem) ”, pontua.
De acordo com Eliana, na última semana, ela junto com o presidente da associação, Elias Pereira da Silva, esteve na Prefeitura fazendo diversas reivindicações, entre elas, a segurança. “Pedimos uma presença maior da Guarda Municipal e também um módulo da PM. Além disso, uma nova reunião será marcada com o Conseg”, adianta.
O comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar, de Apucarana, José Francisco Cardoso, avalia que o policial consegue trabalhar de forma mais eficiente e produtiva numa viatura e não num posto fixo, que não está mais em operação. “As viaturas são direcionadas de acordo com o perfil que temos das ocorrências. Por isso, é importante o registro de todas as ocorrências”, afirma.